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Levantamento entrevistou 411 pessoas; todos estavam em tratamento há pelo menos três meses
Um novo estudo revelou que 1 em cada 5 pessoas que usam Ozempic ou Mounjaro apresentam novo efeito colateral inesperado: mudanças no paladar. Os participantes relataram que alguns alimentos passaram a parecer mais doces ou mais salgados do que antes. A pesquisa foi apresentada na Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), em Viena, Áustria.
Cerca de 20% dos voluntários perceberam alteração no sabor dos alimentos, o que também foi associado a uma redução no apetite. Segundo o pesquisador Othmar Moser, da Universidade de Bayreuth, esse efeito colateral pode ajudar médicos a selecionar terapias de forma mais personalizada para pacientes que usam Ozempic ou Mounjaro.
Detalhes do estudo
O levantamento entrevistou 411 pessoas, das quais 148 usavam Ozempic, 217 estavam em tratamento com Wegovy e 46 faziam uso de Mounjaro. Todos estavam em tratamento há pelo menos três meses consecutivos.
Os resultados mostraram reduções significativas no índice de massa corporal (IMC) em todos os grupos: 17,4% no Ozempic, 17,6% no Wegovy e 15,5% no Mounjaro. Além disso, um quinto dos participantes disse que a comida ficou mais doce (21,3%) ou mais salgada (22,6%) após o início do tratamento.
Mais saciedade e menos fome
Mais da metade dos pacientes relatou sentir menos fome e mais saciedade depois de começar o uso dos medicamentos. Em números: 62,1% dos usuários de Ozempic, 54,4% dos de Wegovy e 56,5% dos de Mounjaro notaram uma diminuição do apetite.
O estudo também observou que aqueles que disseram perceber a comida mais doce ou mais salgada tinham até duas vezes mais chances de se sentirem satisfeitos mais rapidamente.
O que dizem os especialistas
De acordo com Moser, terapias baseadas em incretinas não atuam apenas no intestino e no cérebro, mas também nas papilas gustativas. Isso explica por que medicamentos como Ozempic e Mounjaro podem alterar a forma como o corpo percebe sabores fortes, como o doce e o salgado, influenciando indiretamente na redução do apetite.
Apesar disso, os cientistas lembram que o estudo tem limitações, como o fato de se basear em dados autorrelatados pelos próprios participantes.
Fonte: Mais Goiás



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