Página do canal Exército do Lula no WhatsApp. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para a Meta, dona do WhatsApp, entregar um relatório técnico sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”. O pedido foi feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que vê indícios de que a plataforma não está cumprindo o plano de integridade eleitoral entregue ao tribunal. O canal é conduzido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e reúne cerca de 8,5 milhões de pessoas.
A decisão foi tomada na quinta-feira (22), a três dias do segundo turno. Segundo a ação, a Meta respondeu à campanha de Flávio que não encontrou irregularidades no canal, mas não disse quais critérios usou nem que período examinou. Com a ordem do ministro, a empresa terá de informar se houve comportamento coordenado entre contas e canais, padrões de engajamento, rastreabilidade de conteúdos e atividade de publicidade. Google e X também terão de dizer se identificaram ações coordenadas com hashtags.
No mesmo dia, Kassio arquivou outro processo, sobre o registro do canal. Ele foi encerrado depois que a campanha petista registrou o “Exército do Lula” no TSE, que aprovou uma resolução determinando que canais ligados às campanhas sejam registrados, como já ocorre com sites e perfis dos candidatos.
Live com Janones
Na noite de quinta, depois de passar o dia no Palácio da Alvorada se preparando para o debate desta sexta na TV Globo, Lula participou de uma transmissão ao vivo com Janones. O presidente pediu o voto de quem não foi às urnas no primeiro turno e se dirigiu sobretudo aos maiores de 70 anos, que não são obrigados a votar. Na mesma live, a atriz Marieta Severo afirmou que votar serve como prova de vida para continuar recebendo benefícios do INSS. Lula também repetiu a promessa de ampliar o Pé-de-Meia para universitários. Flávio não teve agenda pública de campanha na quinta.
A outra frente
A disputa nas redes também corre no sentido contrário. Nesta sexta (23), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu 24 horas para Meta e X explicarem como removem publicações e distribuem conteúdo político, em processo aberto pela campanha de Lula, que alega favorecimento a conteúdos ligados a Flávio. Cueva mandou a Meta submeter a revisão humana um vídeo crítico a Flávio removido do Instagram, mas registrou que, até agora, os elementos não permitem concluir que houve tratamento diferente por motivo político. Em informações enviadas ao TSE nesta semana, a Meta negou tratar as campanhas de forma desigual.
Com informações de: Agência Brasil (live e corregedoria)



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