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Advogado é preso em SP suspeito de financiar e receber gado furtado em Cachoeira Alta, no Sudoeste Goiano; 40 novilhas nelore valiam R$ 140 mil

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Boiadeiro de chapéu, montado a cavalo, conduz uma boiada de gado nelore branco por uma estrada de terra

Imagem ilustrativa: condução de gado nelore. Foto: Christopher Borges (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

A Polícia Civil de Goiás prendeu um advogado e um caminhoneiro suspeitos de integrar uma quadrilha de furto de gado que levou 40 novilhas nelore de uma fazenda em Cachoeira Alta, no Sudoeste Goiano, entre 21 e 22 de setembro. O prejuízo ao produtor foi estimado em R$ 140 mil. Segundo a investigação, o advogado financiava os furtos e era também o destino dos animais, levados para um confinamento dele no interior de São Paulo.

O advogado foi preso na quarta-feira (4), em São José do Rio Preto (SP), durante operação da Polícia Civil. O caminhoneiro foi detido em Rio Verde. Os nomes não foram divulgados.

Divisão de tarefas

De acordo com a polícia, o motorista fazia o reconhecimento da fazenda, dava apoio logístico e transportava o gado roubado de Goiás até o confinamento paulista. A investigação chegou à dupla depois da prisão em flagrante de outros três suspeitos, numa ação conjunta das Polícias Militares de Goiás e de São Paulo que recuperou o rebanho.

As novilhas foram identificadas pela marca a ferro e devolvidas ao fazendeiro. Os investigados devem responder por furto qualificado de semoventes e associação criminosa, crimes cujas penas somadas podem passar de 13 anos de prisão.

Prejuízo no campo

O furto de gado é uma das principais preocupações de segurança para pecuaristas do Sudoeste Goiano, região de Jataí, Rio Verde, Mineiros e Cachoeira Alta, onde as propriedades são grandes e distantes das sedes dos municípios. Neste caso, foram justamente a marcação dos animais e a ação integrada entre estados que permitiram recuperar o rebanho antes que fosse revendido.

Entre as medidas recomendadas por órgãos de segurança e entidades do setor estão manter a marcação e o registro do rebanho em dia, conferir a Guia de Trânsito Animal (GTA) em toda compra e venda, fazer contagem frequente do gado, reforçar porteiras e cercas e comunicar logo qualquer movimento estranho de caminhões boiadeiros. Em caso de furto, o produtor deve registrar ocorrência imediatamente e avisar a Agrodefesa, responsável pelo controle do trânsito de animais em Goiás.

Com informações de: Mais Goiás.

AssuntosCachoeira AltaFurto de gadoPecuáriaPolícia CivilProdutor RuralRio VerdeSudoeste Goiano

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