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Agronegócio responde por 40% do PIB de Goiás e movimentou R$ 135,6 bilhões, aponta primeiro boletim do Instituto Mauro Borges; peso no estado é quase o dobro da média do país

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Estrada asfaltada de pista simples cortando lavouras verdes de soja que se estendem até o horizonte, com algumas árvores isoladas do Cerrado e céu claro

Lavouras de soja às margens da GO-320, entre Joviânia e Vicentinópolis. Foto: Tiago Firmino Boaventura de Oliveira (CC BY 3.0), via Wikimedia Commons

O agronegócio movimentou R$ 135,6 bilhões em Goiás em 2023 e respondeu por 40,3% de toda a riqueza produzida no estado, segundo o primeiro Boletim do PIB do Agronegócio, elaborado pelo Instituto Mauro Borges (IMB), órgão de estatística do governo goiano. A fatia é 16,7 pontos percentuais maior que a média nacional, de 23,6%.

O estudo considera não só o que é produzido dentro das fazendas, mas toda a cadeia: os insumos que chegam ao campo, a indústria que processa a produção e os serviços de transporte, armazenagem e comércio. É por isso que o número é bem maior que o da agropecuária sozinha.

Como se divide o PIB do agro goiano

SegmentoValor em 2023
Agropecuária (dentro da porteira)R$ 50,8 bilhões
Agrosserviços (transporte, comércio, armazenagem)R$ 47,4 bilhões
AgroindústriaR$ 20,8 bilhões
InsumosR$ 4,6 bilhões
TotalR$ 135,6 bilhões (40,3% do PIB de Goiás)

Os agrosserviços, com R$ 47,4 bilhões, quase empatam com a produção agropecuária. Na prática, isso significa que boa parte da renda do agro fica nas cidades: nas transportadoras, revendas de máquinas, armazéns, postos, oficinas e comércio que atendem o produtor.

Cresce mais rápido que o resto da economia

Entre 2012 e 2023, o PIB do agronegócio goiano cresceu 20,5% em termos reais, já descontada a inflação, enquanto a economia do estado como um todo avançou 14,6% no mesmo período. Em valores nominais, o setor saltou de R$ 51,4 bilhões para R$ 135,6 bilhões em onze anos.

O boletim foi feito com base em metodologia do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, e na Matriz Insumo-Produto produzida em parceria com a Fundação João Pinheiro, de Minas Gerais. O objetivo declarado é oferecer dados para planejamento e políticas públicas.

Falta o retrato por município

O levantamento traz apenas o total do estado, sem detalhar a participação de cada município ou região. Por isso, ainda não é possível saber, por essa conta, quanto pesa a cadeia do agro em Jataí e nos demais municípios do Sudoeste goiano, região que reúne alguns dos maiores produtores de grãos do país. Para o Entorno do Distrito Federal, onde se destacam Cristalina, pela produção agrícola, e Luziânia, com atividades de processamento e logística, a falta do recorte também foi apontada pelo portal O Cerradão.

Os números se referem a 2023 porque o PIB dos estados costuma ser calculado com cerca de dois anos de defasagem.

Fonte: O Cerradão

AssuntosAgronegócioEconomia goianaGoiásInstituto Mauro BorgesPIB

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