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Alego aprova R$ 9,6 milhões para a nova agência de investimentos do Estado e abre o microcrédito do Fundeq a cooperativas de crédito

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Prédio moderno de vários andares com fachada de vidro e concreto, sede da Assembleia Legislativa de Goiás, com carros estacionados à frente sob céu azul

Palácio Maguito Vilela, sede da Assembleia Legislativa de Goiás, em Goiânia. Foto: Fronteira (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou em definitivo, na quinta-feira (15), dois projetos do governo estadual na área de crédito e atração de investimentos. Um abre crédito especial de R$ 9,649 milhões para estruturar a nova Agência Goiana de Promoção de Investimentos, Competitividade e Inovação (Invest-GO). O outro muda a lei do Fundo de Equalização para o Empreendedor (Fundeq) e permite que cooperativas de crédito e outros bancos ofereçam os benefícios do fundo.

Dinheiro para a Invest-GO

O crédito especial vai bancar a estruturação inicial da Invest-GO e do Centro Profissionalizante Paulo Vargas. Segundo o governo, a ideia é reforçar a busca por empresas interessadas em se instalar em Goiás e ampliar a oferta de cursos técnicos ligados às vagas do mercado de trabalho.

O presidente da GoiásFomento, Rivael Aguiar Pereira, disse ao Jornal Opção que a agência de fomento vai trabalhar junto com a Invest-GO na captação de recursos nacionais e internacionais. Ele contou que o Estado já conversou com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e pretende procurar o Fonplata, banco de fomento que atua na América do Sul. As duas instituições, porém, só analisam projetos grandes: no mínimo 70 milhões de euros, no caso da AFD, e 50 milhões de dólares, no do Fonplata. Ainda não há estimativa oficial de quanto poderá ser captado. Energia e meio ambiente estão entre as áreas citadas para futuros pedidos de financiamento.

O que muda no Fundeq

O Fundeq foi criado pela Lei Complementar nº 160, de 2020, e atende operações de microcrédito de até R$ 21 mil. O fundo ajuda o pequeno empreendedor de duas formas: dando aval para que ele consiga o empréstimo ou pagando parte dos juros, o que reduz o custo do financiamento. Até agora, esses benefícios só eram operados pela GoiásFomento.

Com a mudança, a agência poderá fazer convênios com cooperativas de crédito e outras instituições financeiras, que passarão a oferecer as vantagens do fundo aos próprios clientes. Para Rivael, isso deve levar o crédito subsidiado a mais microempreendedores, inclusive no interior. Um dos primeiros programas no novo modelo será a linha GoMobi, do Goiás Mobilidade Sustentável, voltada a motoristas de aplicativo cooperados da CopGo que queiram financiar carros elétricos. Segundo ele, feirantes, prestadores de serviço e MEIs também estão na lista de públicos em estudo.

Os dois projetos seguem agora para sanção do governador.

Com informações de: Jornal Opção.

AssuntosAssembleia Legislativa de GoiásCréditoFundeqGoiásGoiásFomentoInvest-GO

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