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Anel colorido em volta do Sol chama atenção em Bela Vista de Goiás; entenda o halo solar e por que não se deve olhar direto para ele

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Céu coberto por nuvens finas e altas com um grande anel de luz em volta do Sol, acima da silhueta escura de telhados

Halo de 22 graus formado em volta do Sol por nuvens cirrostratos, na Europa. Imagem ilustrativa. Foto: Franz van Duns (CC BY 4.0), via Wikimedia Commons

Fenômeno óptico ocorre quando a luz do Sol atravessa cristais de gelo em nuvens a cerca de 10 quilômetros de altura. É comum em mudanças de tempo e não representa perigo, desde que ninguém fixe o olhar no Sol.

Um círculo luminoso e colorido em volta do Sol chamou a atenção em Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia. O registro, feito pelo morador Jucimar de Sousa, foi divulgado nesta quinta-feira, 15 de outubro. O fenômeno é conhecido como halo solar e, apesar de parecer raro, é relativamente frequente, inclusive em Goiás, onde já foi registrado no céu de Goiânia em outras ocasiões.

Como o halo se forma

O halo aparece quando a luz do Sol atravessa pequenos cristais de gelo suspensos em nuvens muito altas, principalmente dos tipos cirros e cirrostratos, aquelas nuvens finas, esbranquiçadas e quase transparentes que formam um véu no céu. Elas ficam na troposfera, a camada mais baixa da atmosfera, a cerca de 10 quilômetros do solo, onde a temperatura é muito abaixo de zero.

Ao passar pelos cristais, que têm formato de pequenos prismas de seis lados, a luz é desviada, num processo chamado refração. Como a maior parte dos cristais desvia a luz em um ângulo de cerca de 22 graus, forma-se um anel com esse raio em volta do Sol. Por isso, o tipo mais comum é chamado de halo de 22 graus. A borda interna costuma ficar avermelhada e a externa, azulada, porque cada cor se desvia um pouco diferente.

O formato e as cores variam conforme a posição do Sol e a orientação dos cristais. Às vezes surgem também manchas brilhantes dos lados do Sol, chamadas parélios ou “sóis falsos”. O mesmo efeito pode acontecer à noite em volta da Lua.

Sinal de mudança no tempo

Como as nuvens cirrostratos costumam chegar antes de frentes frias e sistemas de chuva, o halo é tradicionalmente visto como sinal de mudança no tempo. O registro coincide com a volta das chuvas e com o aviso de tempestade do Inmet para todo o estado de Goiás nesta quinta e sexta-feira.

Cuidado com os olhos

O halo em si não representa risco. O perigo é olhar diretamente para o Sol para observá-lo: a luz intensa pode causar lesões permanentes na retina. Para ver ou fotografar o fenômeno, a orientação é tapar o Sol com a mão, um poste ou o canto de um prédio, e nunca usar binóculos ou lentes apontados para ele.

Com informações de: Mais Goiás.

AssuntosBela Vista de GoiásCéuFenômeno ópticoHalo solarMeteorologia

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