Os impostos recolhidos pelo governo são aferidos pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), por meio do índice Impostômetro | Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr.
Valor equivale ao pagamento de 50 salários mínimos por mês durante 3 milhões de anos
O governo federal arrecadou pouco mais de R$ 1,7 trilhão de impostos até o começo do mês de junho de 2025. Os dados são do painel Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), coletados nesta sexta-feira, 6.
A associação analisa diversos impostos federais para montar o índice. Veja a lista:
- Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide);
- Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
- Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF);
- Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL);
- Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
- Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf);
- Imposto de Exportação (IE);
- Imposto de Importação (II);
- Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
- Imposto de Renda (IR);
- Imposto Territorial Rural (ITR);
- Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep);
- Previdência;
- Taxas; e
- Outros.
Em 2024, o cidadão precisou trabalhar, em média, 150 dias para quitar todos os impostos com o Estado. O período equivale, aproximadamente, a mais de 40% de um ano. São Paulo é a unidade federativa que mais contribui para os cofres públicos, com 37,3% do total. Na sequência, aparecem Rio de Janeiro (13,7%) e Minas Gerais (7%).
A marca de R$ 1,7 trilhão permitiria a compra de quase 4 bilhões de cestas básicas. Além disso, na poupança, essa cifra renderia mais de R$ 230 mil de juros por minuto. A quantidade de impostos também equivale a 50 salários mínimos por mês, pelo período de 3 milhões de anos.
Saiba como funciona o a contagem de impostos da ACSP
A base de dados utilizada pela ACSP é da Receita Federal do Brasil, da Secretaria do Tesouro Nacional, da Caixa Econômica Federal, do Tribunal de Contas da União e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Fonte: Revista Oeste



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