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Artistas de circo goianos ficam 36 horas presos em barco encalhado no Rio Amazonas e mantêm turnê pelo Norte

Atualizada em 6 de outubro de 2026, 10h332 min de leitura

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Casco de barco enferrujado encalhado na margem seca de um rio largo, ao lado de um arbusto

Imagem ilustrativa: embarcação encalhada em Santarém (PA) durante a seca de 2023. Foto: Judison Godinho de Sousa (CC BY 4.0), via Wikimedia Commons

Uma viagem de cinco dias pelo Rio Amazonas virou teste de paciência para quatro artistas circenses de Goiás. O barco em que eles seguiam de Belém (PA) para Manaus (AM) encalhou na quinta-feira (1º) e o grupo passou 36 horas parado, duas noites e um dia inteiro, até conseguir retomar o caminho. No domingo (4), eles desembarcaram em Santarém (PA) e seguiram de avião para a capital amazonense.

A equipe é formada pelo artista Jhony Robson, o Bulacha, pela produtora Victória Magalhães, pelo fotógrafo Pedro Medrado e pela sonoplasta Camila Ribeiro. Eles fazem parte do projeto “Meu Norte é o Circo”, que leva espetáculos a cidades e comunidades isoladas da Região Norte.

Sem luz e sem sinal

Segundo o relato dos artistas ao portal Mais Goiás, a embarcação Santarém Star ficou presa na lama, junto a um barranco, perto de Almeirim, no Pará. Havia mais de 100 passageiros a bordo. Em alguns momentos, o barco ficou sem energia e sem sinal de celular. Outra embarcação tentou rebocá-lo, sem sucesso.

“Ficamos 36 horas encalhados. Duas noites e um dia inteiro. Todos nós saímos muito lesados da situação, tanto financeiramente quanto psicologicamente, mas vamos seguir com o cronograma normal das apresentações”, contou Victória Magalhães.

Passagens por conta do projeto

Para não perder as datas marcadas em Manaus, os quatro precisaram comprar passagens aéreas a partir de Santarém. O custo, segundo a produtora, saiu do caixa do próprio projeto, que agora terá de rever as contas do restante da circulação.

As apresentações na capital do Amazonas estão previstas para os dias 6, 7, 8 e 9 de outubro. Antes do imprevisto, o grupo havia passado por Belém e pela Ilha do Marajó, onde se apresentou em comunidades e vilas de pescadores.

A turnê continua em 2027, com espetáculos programados para Taquaruçu e a região do Jalapão, no Tocantins, e para Ceilândia, no Distrito Federal.

Com informações de: Mais Goiás

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