Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil | Foto: Reprodução/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Gabriel Galípolo evita previsão sobre convergência, mas destaca ‘redução’ em curso
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, declarou nesta quinta-feira, 23, que a inflação permanece acima do limite da meta e continua sendo motivo de preocupação para a instituição. Mesmo diante de um processo de desinflação, ele reforçou que a política de juros elevados será mantida por um período prolongado.
“A inflação e expectativas seguem fora do que é a meta, isso é um ponto de bastante incômodo para o Banco Central”, afirmou durante o Fórum Econômico Indonésia-Brasil, em Jacarta. “Mas estamos falando de uma inflação que está num processo de redução e retorno para a meta em função de um Banco Central que vem se mostrando sempre bastante diligente e tempestivo no combate a qualquer tipo de processo inflacionário.”
O centro da meta inflacionária no Brasil é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual. Galípolo evitou detalhar quando o índice pode atingir esse objetivo.
A mais recente pesquisa Focus estima que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará 2025 com alta de 4,70%, acima do teto da meta. Segundo o levantamento, o índice só deve convergir para o objetivo central a partir de 2029. Em setembro, o IPCA subiu 0,48%. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 5,17%.
Presidente do BC defende atuação da autarquia federal
Durante o evento, Galípolo defendeu a atuação do BC. Nesse sentido, disse que a autoridade monetária continuará adotando medidas rígidas para controlar a inflação, mesmo com a economia crescendo e o desemprego em queda.
Na reunião mais recente, a instituição decidiu manter o Sistema Especial de Liquidação e Custódia em 15%. A sinalização oficial é de que a taxa continuará nesse nível por um “período bastante prolongado”.
Galípolo faz parte da comitiva do governo brasileiro em missão oficial à Indonésia. No sudeste asiático, representantes discutem temas econômicos e comerciais entre os dois países.
Fonte: Revista Oeste



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