Imagem ilustrativa: abelhas na entrada de uma colmeia. Foto: Shawn Caza (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
Andreza Oliveira, de 32 anos, voltou para a fazenda da família em Edealina depois que o laboratório onde trabalhava fechou. A meta agora é chegar a uma tonelada.
Quando Andreza Oliveira avisou que queria colocar caixas de abelhas na fazenda da família, em Edealina, no sul de Goiás, os pais pensaram logo nas ferroadas, e a ideia ficou um ano na gaveta. Hoje, aos 32 anos, a biomédica cuida de 16 colmeias e deve fechar 2026 com mais de 480 quilos de mel. A parceira no manejo é justamente quem mais se preocupava: a mãe, Janete.
Do laboratório para a fazenda
A apicultura não estava nos planos. Formada em Biomedicina, Andreza saiu da propriedade dos pais para estudar em Goiânia e depois trabalhou por dois anos em um laboratório em Pontalina, período em que ainda fez duas pós-graduações. O laboratório fechou em dezembro de 2019. Ela voltou à capital para procurar emprego, mas poucos meses depois veio a pandemia.
Com mais tempo na fazenda, passou a buscar uma atividade que pudesse tocar por conta própria. Encontrou um curso gratuito de apicultura, feito em Goiânia em 2023. “Fui lá e fiz o curso. Eu me apaixonei. Gostei de todos os manejos, de todos os processos”, contou ao portal Mais Goiás.
Oito enxames na primeira semana
Cerca de um ano depois da primeira recusa em casa, vizinhos a convidaram para outro treinamento, e dessa vez Andreza voltou com as primeiras caixas, compradas do próprio professor. Com a ajuda do pai, montou os cavaletes e colocou nas caixas um atrativo à base de erva-cidreira. Uma semana depois, oito delas já estavam ocupadas por enxames.
A primeira colheita veio em 2025. A produtora passou a receber assistência técnica e gerencial do Senar Goiás, que, segundo ela, ajudou na organização do apiário e no manejo.
Negócio de mãe e filha
O mel é vendido em bisnagas e em versões com castanhas, entre outros produtos. O que começou como experiência entrou na rotina de trabalho da família e virou uma forma de sucessão na propriedade.
O medo das abelhas, porém, não acabou para todo mundo. O pai ajuda a construir caixas e a fazer reparos, mas prefere não entrar no apiário. O irmão também mantém distância. Quem veste a roupa de proteção e acompanha Andreza é a mãe.
O próximo objetivo é dobrar a produção, para uma tonelada de mel, e colocar o produto em supermercados e empórios. “A gente vê que pode fazer a diferença ali. Não precisa estar fora para fazer”, disse a apicultora.
Com informações de: Mais Goiás.



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