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Brasil terá safra recorde de 354,5 milhões de toneladas, mas Goiás colhe menos: milho safrinha cai 31% e soja recua 2,7% no estado, aponta IBGE

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Colheitadeira verde colhe soja em uma lavoura extensa e seca, levantando poeira, sob céu azul com nuvens

Colheita de soja nos Estados Unidos. Imagem ilustrativa. Foto: Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)/domínio público, via Wikimedia Commons

Levantamento de setembro mostra que o estado vai na contramão do recorde nacional nas principais culturas de grãos, com exceção do milho verão. Cana-de-açúcar sobe 3%. Para o produtor do Sudoeste, o número reforça a quebra da segunda safra de milho.

O Brasil deve colher 354,5 milhões de toneladas de grãos em 2026, recorde da série histórica, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de setembro, divulgado nesta quinta-feira, 15 de outubro, pelo IBGE. O volume é 2,4% maior que o de 2025 (346,1 milhões de toneladas), puxado pela soja, estimada em 175 milhões de toneladas (+5,4%). A área colhida deve chegar a 83,2 milhões de hectares, 2% a mais que no ano passado.

Em Goiás, o quadro é outro. Na comparação da estimativa de setembro com a produção final de 2025 registrada pelo próprio LSPA, o estado colhe menos nas principais culturas de grãos.

Goiás: estimativa 2026 x produção 2025

Cultura2025 (t)2026, estimativa de setembro (t)Variação
Soja20.317.28919.772.534-2,7%
Milho 2ª safra14.511.65410.004.567-31,1%
Milho 1ª safra1.433.2041.363.919-4,8%
Sorgo1.826.2861.707.150-6,5%
Algodão herbáceo148.336134.280-9,5%
Cana-de-açúcar84.170.41286.730.023+3,0%

A maior perda está no milho de segunda safra, a safrinha plantada depois da soja, que é a principal cultura de inverno do Sudoeste goiano: a produção estimada caiu de 14,5 milhões para 10 milhões de toneladas, mesmo com a área colhida 8,9% menor (2 milhões de hectares, contra 2,2 milhões em 2025). Ou seja, além de plantar menos, o produtor goiano colheu menos por hectare. Na soja, a área cresceu 1% no estado, para 5,17 milhões de hectares, mas a produção recuou. O sorgo foi na direção oposta na área, que subiu 26,6%, para 653,7 mil hectares, embora a produção total tenha caído.

O que isso significa para a região

Com menos milho goiano colhido, a oferta regional fica mais apertada para granjas, confinamentos e indústrias de ração do Sudoeste, que dependem do cereal produzido perto. No Brasil, porém, a segunda safra de milho recuou só 2%, para 113,6 milhões de toneladas, e o milho de verão cresceu 15,5%, o que mantém a oferta nacional elevada. A Conab tinha previsto para esta quinta-feira a divulgação de sua primeira estimativa para a safra 2026/27, que começa a ser plantada com a volta das chuvas.

Com informações de: Agência Brasil e IBGE/Sidra, tabela 6588.

AssuntosGoiásIBGELSPAMilho safrinhaSafraSojaSorgo

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