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Caminhonete que atropelou casal foi levada para oficina antes de perícia e com permissão de militares, em Goiânia

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A caminhonete conduzida pelo adolescente de 17 anos que atropelou Fábio Alves Barbosa e Neifa Freitas de Farias Alves, ambos de 50 anos, em Goiânia, foi retirada antes da realização da perícia, segundo o registro da ocorrência da Polícia Civil, feito no domingo (16). No documento, consta que tanto a Fiat Toro, pertencente a um sargento da Polícia Militar da reserva, quanto a motocicleta do casal foram removidas, o que “inviabilizou a requisição pericial de local de crime de trânsito” e pode ter comprometido a preservação da cena do acidente.

O delegado Rômulo Matos, da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), afirmou que a caminhonete deveria ter sido apresentada à Central de Flagrantes e que a liberação ainda precisa ser esclarecida. “Não sei ainda por que os militares lá no local liberaram esse carro. Nós precisamos saber. Será que liberou por descuido, liberou por que? Nós precisamos entender”, afirmou.

Após retirar o veículo, o proprietário o levou para uma oficina e pediu urgência no reparo. A Depai tomou conhecimento da situação durante a intimação do sargento e determinou imediatamente a suspensão do serviço. “O sargento aposentado da Polícia Militar proprietário do carro, tão logo pegou o carro, levou para oficina e já pediu urgência, já mandou que a oficina fizesse o serviço logo. E aí nós o intimamos e, quando ele informou o que estava já na oficina, determinamos imediatamente que o serviço fosse parado”, explicou Rômulo.

A proprietária da oficina e o dono da caminhonete foram orientados a preservar o veículo e se comprometeram a não realizar qualquer alteração até a perícia. O exame já foi solicitado à Polícia Técnico-Científica, responsável pela análise do carro.

“Conversamos com a proprietária da oficina, os policiais estiveram lá, e tanto o policial militar proprietário do carro quanto a proprietária da oficina foram cientificados e se comprometeram a não mexer no carro a fim de aguardar a realização de perícia”, afirmou.

Segundo o delegado, a realização do exame cabe à Polícia Técnico-Científica, enquanto eventuais condutas atribuídas a adultos envolvidos no caso poderão ser encaminhadas para outras unidades responsáveis pela investigação.

Fonte: Mais Goiás

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