Fachada do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Segundo o PL, apoiadores de Lula montaram uma rede de publicações conjuntas para espalhar que o candidato seria a favor de cortar aposentadorias e congelar benefícios sociais. Relator pediu que a campanha detalhe a conduta de cada perfil antes de decidir.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão de 221 publicações feitas por deputados do PT, pelo coletivo de artistas 342 Artes, pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pela Mídia Ninja e por outros apoiadores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A representação foi protocolada no dia 9 de outubro.
De acordo com o PL, os perfis teriam formado uma rede de “collabs”, como são chamadas as publicações feitas em conjunto por mais de uma conta nas redes sociais, para divulgar que Flávio seria a favor de cortes em aposentadorias, do congelamento de benefícios sociais e de outras medidas que, segundo a campanha, ele nunca defendeu. A campanha classifica essas mensagens como desinformação.
“Não se pede censura”, diz a campanha
Na peça entregue ao tribunal, a campanha sustenta que o pedido não é censura e que mira apenas “narrativas falsas”. “Não se pede a cassação de perfis, a censura prévia de opiniões ou a responsabilização dos seguidores. As ordens inibitórias são delimitadas por narrativas cuja falsidade ou descontextualização está demonstrada, e ressalvam expressamente a crítica, a opinião e a divulgação de fatos verdadeiros”, afirma o texto.
No domingo, 11 de outubro, o relator do caso, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, pediu à campanha que apresente informações detalhadas sobre as acusações e individualize a conduta de cada um dos citados. Depois de receber essa manifestação, o ministro deve julgar os pedidos. Não há prazo para a decisão.
Guerra de representações no segundo turno
O pedido faz parte de uma disputa crescente na Justiça Eleitoral a menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nesta semana, o TSE já confirmou a retirada de publicações de deputados do PT que associavam Flávio a milícias e mandou um fórum de servidores públicos apagar 13 postagens contra o candidato do PL. Do outro lado, o tribunal proibiu a campanha de Lula de pagar anúncios que diziam que Flávio é contra o fim da escala 6×1 e determinou que Flávio e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) retirassem um vídeo com crianças criticando Lula.
A reportagem da Agência Brasil não trouxe manifestação dos perfis citados na representação. O espaço está aberto para o PT, a CUT, a Mídia Ninja e o coletivo 342 Artes se manifestarem.
Fonte: Agência Brasil.



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