Imagem ilustrativa: equipe médica realiza exame de colonoscopia em hospital da Marinha dos EUA, em San Diego. Foto: Chad A. Bascom/Marinha dos EUA (domínio público), via Wikimedia Commons
Os tumores do aparelho digestivo, como os de intestino (cólon e reto), estômago, pâncreas, fígado e esôfago, têm preocupado os especialistas não só pelo aumento de casos, mas pela idade dos pacientes: cada vez mais o diagnóstico chega antes dos 40 anos. O cirurgião oncológico Alexandre Menezes, do Einstein em Goiânia, alerta que alguns sintomas não devem ser ignorados e que o diagnóstico precoce muda o rumo do tratamento.
Sinais de alerta
Em entrevista ao Jornal Opção, o médico citou três sinais que exigem investigação:
- dor persistente na região abdominal;
- perda de peso sem causa aparente;
- dificuldades digestivas.
“Quando o tumor é identificado em fase inicial, as chances de cura podem se aproximar de 100%”, afirmou o cirurgião.
Exames de rastreamento
Entre os exames usados para encontrar a doença cedo estão a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. Segundo Menezes, a colonoscopia permite não só flagrar o câncer em estágio inicial, mas também identificar e retirar lesões pré-malignas, como pólipos, antes que se transformem em tumor. A indicação e a frequência dos exames, ressalta, dependem da idade, do histórico familiar e das condições de cada paciente, e devem ser definidas com o médico.
Por que os jovens
Para o especialista, mudanças no estilo de vida das novas gerações ajudam a explicar o avanço entre adultos jovens, sobretudo a combinação de sedentarismo e alimentação baseada em produtos industrializados. Entre os fatores de risco que podem ser evitados, ele cita o consumo frequente de ultraprocessados e de carnes processadas, como salame e bacon, a baixa ingestão de fibras, legumes e verduras, a obesidade e o excesso de álcool.
Sem contar os tumores de pele não melanoma, o câncer de cólon e reto é o terceiro mais frequente no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 53.810 casos novos por ano no país no triênio de 2026 a 2028, sendo 26.270 em homens e 27.540 em mulheres. Em Goiás, a estimativa é de 1.840 casos por ano (940 em homens e 900 em mulheres), o que coloca a doença atrás apenas dos cânceres de próstata e de mama no Estado. O Inca recomenda procurar atendimento diante de sintomas persistentes. No SUS, a investigação começa nas unidades básicas de saúde, que encaminham os casos suspeitos para exames especializados.
“Obesidade, alcoolismo e dieta rica em alimentos processados são fatores que contribuem para o câncer. Tentar seguir uma vida mais saudável é essencial para diminuir o risco”, concluiu Menezes.
Com informações de: Jornal Opção e Inca



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