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“Cãodomínio”: oito cães que viviam na rua ganham casinhas em praça de Goiânia, e voluntárias buscam padrinhos para bancar a ração, de R$ 700 por mês, e famílias para adoção

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Cachorro claro dormindo no chão de terra, à sombra de um banco azul de praça

Imagem ilustrativa de cão de rua dormindo sob um banco de praça, na Romênia. Não é o Cãodomínio. Foto: Luca Sironi (CC BY 3.0), via Wikimedia Commons

Uma praça do Setor Buena Vista, em Goiânia, ganhou moradores de quatro patas. Oito cães adultos que viviam nas ruas agora têm casinhas, água e comida todos os dias no espaço batizado de “Cãodomínio”, criado por protetoras independentes e vizinhos para tirar os animais de perto de uma avenida movimentada, onde alguns já tinham sido atropelados.

A ideia surgiu do risco. Além do trânsito, os cães enfrentavam a rejeição de parte da vizinhança. Ana Alice Freitas, de 28 anos, uma das responsáveis, contou ao Mais Goiás que havia gente que se opunha a alimentá-los e até quem ameaçasse agredir ou envenenar os animais.

Feito com o que estava à mão

As três ou quatro casinhas do espaço foram montadas com materiais reaproveitados, achados na rua ou doados por moradores. Todos os oito cães são castrados. O cuidado é dividido entre Ana Alice, a mãe dela, outras duas protetoras e uma vizinha que mora em frente à praça e fica responsável pelo jantar. A água é trocada diariamente, e há medicamento quando precisa. A maior parte dos moradores recebeu bem a mudança, embora ainda haja quem reclame dos latidos.

Como ajudar

O custo pesa no bolso de quem cuida, e o grupo abriu uma campanha. A meta inicial é conseguir R$ 700 por mês em padrinhos para comprar ração.

  • Apadrinhar: contribuição mensal ou doação de ração;
  • Divulgar: compartilhar o projeto, que tem perfil no Instagram como Projeto Cãodomínio, onde as protetoras mostram a rotina dos animais e o uso das doações;
  • Adotar: as voluntárias procuram famílias para os cães.

Como todos são adultos, a adaptação a um novo lar pede tempo. Segundo Ana Alice, eles já têm manias e personalidade própria, e os novos tutores precisam de paciência.

Com informações de: Mais Goiás.

AssuntosAdoçãoAnimaisGoiâniaProteção animal

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