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Carnes puxam as exportações do agro goiano, com alta de 16,9% até setembro; em Jataí, pauta segue concentrada na soja, e venda de milho ao exterior cai 68%

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Colheitadeira vermelha trabalhando em uma lavoura de soja seca e dourada, levantando poeira, com morros e céu azul ao fundo

Colheita de soja, o principal produto exportado por Jataí. Foto: Tiago Firmino B. (Panoramio, CC BY 3.0), via Wikimedia Commons

As exportações de carnes de Goiás somaram US$ 2,27 bilhões de janeiro a setembro de 2026, alta de 16,9% sobre o mesmo período de 2025. Com isso, as proteínas animais passaram de 21,8% para 26% de tudo o que o agronegócio goiano vendeu ao exterior. Em Jataí, que não aparece entre os exportadores de carne, o movimento foi outro: a soja ganhou ainda mais peso, e as vendas externas de milho despencaram.

Os números estaduais são do sistema Comex Stat, do governo federal, e foram divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) no painel da Plataforma Aroeira. As carnes goianas chegaram a 131 países, cinco a mais que no mesmo período do ano passado. Em 2025, o setor já tinha crescido 18,7%.

Estados Unidos passam a China

Os Estados Unidos lideraram as compras de carnes de Goiás, com US$ 458,8 milhões, 67,3% a mais que os US$ 274,2 milhões de 2025. A China vem em segundo, com US$ 420,9 milhões, e o México em terceiro, com US$ 173,3 milhões, quase tudo (92,8%) em carne bovina.

Mesmo assim, o complexo soja (grão, farelo e óleo) segue como o carro-chefe: foram US$ 5,41 bilhões, alta de 0,2%, ou 61,9% das exportações do agro goiano. A China comprou US$ 3,4 bilhões desses produtos. O preço médio da tonelada exportada subiu 7,4%, para US$ 426,89.

O retrato de Jataí

Levantamento do Diário de Jataí no Comex Stat mostra que o município exportou US$ 835,4 milhões de janeiro a setembro, 2,1% a mais que os US$ 818,3 milhões do mesmo período de 2025. Veja os principais produtos:

ProdutoJan-set 2025 (US$ milhões)Jan-set 2026 (US$ milhões)
Soja em grão579,3620,3
Farelo e resíduos de soja113,7143,8
Milho108,535,1
Sorgo–15,6
Algodão8,72,9

A soja em grão rendeu 7,1% mais em dólares, embora o volume embarcado tenha caído de 1,49 milhão para 1,46 milhão de toneladas, efeito do preço melhor. O farelo cresceu 26,5%. Já o milho exportado caiu 67,6%, e o sorgo, que não figurava entre os principais produtos em 2025, somou US$ 15,6 milhões, quase tudo embarcado em setembro. A China ficou com US$ 553,3 milhões, 66% de tudo o que Jataí vendeu ao exterior.

O resultado mostra que, enquanto o estado diversifica a pauta com a pecuária, a balança comercial de Jataí segue dependente de um único produto e de um único comprador, o que deixa o município mais exposto a oscilações de preço da soja e a mudanças na demanda chinesa. Os dados do Comex Stat são registrados pelo município do exportador e podem não incluir toda a produção colhida em Jataí e vendida por empresas de outras cidades.

Fonte: O Cerradão; dados de Jataí: Comex Stat/MDIC

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