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Casal de jacurutus, a maior coruja das Américas, cria filhote em Firminópolis e encanta observadores de aves; espécie depende de grandes áreas de Cerrado

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Jacurutu, coruja grande de penas marrons rajadas, tufos de penas parecidos com orelhas e olhos amarelos, pousada num galho grosso coberto de musgo, entre folhagem verde

Jacurutu (Bubo virginianus) fotografado em 2014. Foto: Nortondefeis (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

Um casal de jacurutus, a maior coruja das Américas, está criando um filhote nas instalações e nos arredores do Projeto Arara Azul Grande, em Firminópolis, no Oeste goiano. O registro, feito pelo fotógrafo de aves Nunes D’Acosta e publicado pelo Jornal Opção, tem chamado a atenção de observadores de pássaros em Goiás, porque a presença de um casal reprodutivo da espécie se tornou rara na região do Vale do Sertão do Turvo.

O filhote ainda está coberto de uma plumagem macia e felpuda, em tons de bege e cinza, e tem os olhos grandes e amarelados típicos da espécie. Ainda depende dos pais para se alimentar, mas já treina as asas e vocaliza pedindo comida.

Quem é o jacurutu

O jacurutu (Bubo virginianus), também chamado de corujão-da-virgínia ou corujão-orelhudo, ocorre da América do Norte à América do Sul. Os adultos podem passar de 50 centímetros de altura e 1,4 metro de envergadura. Os tufos de penas no alto da cabeça parecem orelhas, mas não têm relação com a audição. É uma ave noturna e predadora de topo de cadeia: caça roedores, coelhos, aves e até outras corujas.

No Brasil, a espécie aparece sobretudo em áreas abertas e de transição, como o Cerrado e os campos. Por precisar de territórios grandes para caçar, sofre com a fragmentação da vegetação nativa, a perda de presas e a presença humana. O canto grave, um “hu-hu-huuu” que se ouve de longe à noite, é muitas vezes a única pista de que ela está por perto.

Santuário improvisado

O Projeto Arara Azul Grande atua na proteção da arara-azul-grande no Oeste goiano. Ao conservar a vegetação da área, segundo o fotógrafo, o projeto acabou servindo também de abrigo para o jacurutu e outras espécies ameaçadas.

Para quem quer observar corujas e outras aves, as recomendações usuais da observação responsável valem também aqui: manter distância dos ninhos, não usar flash, não tocar nos filhotes e não tocar gravações do canto para atrair a ave, o que estressa os animais na época de reprodução.

Com informações de: Jornal Opção

AssuntosAvesCerradoCorujasFirminópolisFotografia de naturezaJacurutu

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