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Caso Master ‘deixa a Lava Jato no chinelo’, diz Jordy

Atualizada em 4 de fevereiro de 2026, 10h262 min de leitura

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O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) é autor do requerimento da CPMI do Banco Master I Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Para o deputado, trata-se do maior escândalo de corrupção da história do país

Ao anunciar o recorde de assinaturas para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que o escândalo da instituição financeira é superior ao caso de corrupção da Operação Lava Jato.

De acordo com o congressista, a fraude do banco de Daniel Vorcaro “deixa a Lava Jato no chinelo”. Para o deputado, trata-se do “caso mais escandaloso de corrupção” da história do Brasil.

O político citou o envolvimento de familiares dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), com instituições ligadas ao Banco Master. Segundo ele, há “gente muito poderosa” tentando impedir que as investigações acerca do caso avancem.

“É o caso mais escandaloso de corrupção da nossa história”, disse o parlamentar. “Deixa a Lava Jato no chinelo. Temos mulher de ministro com contrato milionário, de R$ 129 milhões, sem ter nenhum registro da sua atuação. Nós temos irmãos de ministros que são donos de resort ligado a um fundo ligado ao Banco Master — e ao PCC também —, e depois a gente descobre que na verdade esses irmãos são ‘laranjas’ do ministro.”

CPMI do Banco Master já tem 280 assinaturas

Jordy é autor do requerimento de instalação de uma CPMI do Banco Master. A proposta, de acordo com ele, já recebeu a assinatura de 280 congressistas, sendo 228 deputados e 42 senadores.

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master | Foto: Reprodução/Esfera Brasil

Para instalar uma CPMI, é preciso reunir 198 assinaturas — 171 deputados e 27 senadores —, o equivalente a um terço dos integrantes de cada Casa. As 280 assinaturas recolhidas para a CPMI do Banco Master representam um recorde na história do Legislativo, superando a CPMI dos Correios, em 2005.

O autor do requerimento ressaltou que, ao contrário de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a instalação da CPMI é automática, e deve ser realizada na primeira sessão conjunta do Congresso Nacional depois de o pedido ser protocolado.

“A CPMI, ao contrário da CPI, é automática”, afirmou Jordy. “É discricionária a instalação de CPIs em cada Casa, e existem 15 pedidos de CPI na frente da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados.”

Segundo o parlamentar, a não instalação do colegiado na próxima sessão conjunta pode resultar na imputação de crime de responsabilidade contra o presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Fonte: Revista Oeste

AssuntosBanco CentralBanco MasterBrasilBRBCorrupçãoCPMIEscândaloFraude

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