O deputado federal André Janones (Rede-MG), em 2022. Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
Uma semana depois da reeleição de Lula, o deputado federal André Janones (Rede-MG), que o presidente chamou de “general” no discurso da vitória, foi a Buenos Aires para se reunir com a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar depois de ser condenada a seis anos de prisão por corrupção. O encontro foi nesta segunda-feira (2), no apartamento dela.
Segundo o portal Mais Goiás, participaram também integrantes da equipe de comunicação da campanha de Lula, como o marqueteiro Rafael Marroquim e o diretor de cinema Chico Kertész. Mais cedo, o grupo esteve com Sergio Massa, ex-ministro da Economia e candidato peronista derrotado por Javier Milei em 2023, que tenta montar uma frente de oposição para a eleição presidencial argentina de outubro de 2027.
Janones disse que a ideia foi compartilhar as técnicas de comunicação e de mobilização digital que, segundo ele, ajudaram a reeleger o petista. Durante a viagem, gravou em espanhol um vídeo para o canal “Ejército del Peronismo”, que tem cerca de 70 mil seguidores no WhatsApp e 19,7 mil no Instagram. “Vocês vão fazer parte da história da Argentina. Creiam nisso e sigam o exército”, diz no vídeo. “Espero que a vitória do presidente Lula inspire a todos os argentinos a dizer: nós podemos derrotar a extrema direita.”
Ex-presidente cumpre pena e está inabilitada para cargos
Cristina Kirchner foi condenada por corrupção e cumpre a pena em casa, além de estar inabilitada de forma perpétua para cargos públicos. Ela contesta a condenação na Justiça. Em julho de 2025, o próprio Lula a visitou durante uma agenda em Buenos Aires para a cúpula do Mercosul e manifestou solidariedade à ex-presidente.
Janones ficou conhecido por criar o canal “Exército do Lula”, que, segundo o Jornal Opção, passou de dez milhões de seguidores no WhatsApp durante a campanha de 2026 e chegou a ser questionado pela campanha adversária na Justiça Eleitoral. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, no domingo (1º), o deputado descartou virar ministro: “Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara”. Em áudio aos integrantes do grupo, disse que precisa “continuar entregando para o presidente o que ele espera do nosso exército” e que “a guerra não foi vencida ainda”.
O deputado foi reeleito em outubro por Minas Gerais com 78.780 votos, bem menos que os 178.660 da primeira eleição, em 2018. Ele afirmou que vai continuar na Rede Sustentabilidade.
Com informações de: Mais Goiás e Jornal Opção.



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