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Com quase quatro meses de salário atrasado, Goiás recebe a lanterna Ponte Preta no domingo e precisa vencer e torcer para chegar aos playoffs da Série B

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Vista panorâmica noturna do Estádio da Serrinha, em Goiânia, com gramado iluminado pelos refletores, arquibancadas e prédios ao fundo

Estádio Hailé Pinheiro, a Serrinha, em Goiânia, em 2020. Foto: Boaventuravinicius (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

O Goiás joga no domingo (8), às 19h15, na Serrinha, contra a Ponte Preta, lanterna e já rebaixada, um jogo que pode valer a vaga nos playoffs de acesso à Série A de 2027. O time do técnico Mozart Santos chega embalado por cinco jogos sem derrota, mas desfalcado e em meio a uma crise de salários atrasados.

O volante Lucas Rodrigues e o zagueiro Luisão cumprem suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Em compensação, o volante Gegê volta ao time depois de ficar fora do jogo contra o Sport por questão contratual.

Quatro times, uma vaga

Com duas rodadas para o fim, quatro clubes estão empatados com 55 pontos na briga pela última vaga no G-6: CRB, Goiás, Sport e Atlético-GO, nessa ordem. O Fortaleza, quinto com 62, já não pode ser alcançado. O Goiás leva vantagem por ter duas vitórias a mais que o rival goiano. Pelos cálculos do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Esmeraldino tinha 33,7% de chance de classificação depois de vencer o CRB, e o Atlético, 13,5%.

O Goiás entra em campo conhecendo os resultados dos adversários. Na sexta-feira (6), às 21h30, o Sport visita o Operário-PR em Ponta Grossa. No sábado (7), às 21h, o CRB enfrenta o Náutico nos Aflitos, no Recife. No domingo, às 16h, o Atlético-GO joga contra o Athletic, em São João del-Rei (MG).

Salários atrasados

Depois da vitória de 2 a 1 sobre o CRB, na segunda-feira (2), Mozart revelou que jogadores e comissão técnica estão “há quase quatro meses sem receber salário”. “Isso mostra o tamanho do feito que esses caras estão realizando”, disse o treinador, que cobrou a regularização dos pagamentos, mas afirmou confiar que o clube vai cumprir sua parte.

Não é a primeira vez que o problema vem a público. Em 20 de setembro, depois de vencer o Avaí, o elenco se recusou a dar entrevistas e, no dia seguinte, publicou carta aberta relatando atrasos em salários, direitos de imagem e premiações por vitória. Na época, apuração do ge apontou dois meses de salários atrasados. A diretoria do Goiás não detalhou publicamente quando vai quitar os valores.

Com informações de: Mais Goiás, Mais Goiás (desfalques) e Mais Goiás (salários).

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