Em Itaubal (AP), 5,6 mil pessoas dependem do Bolsa Família | Foto: Foto: Reprodução/Google
Os números mostram um lugar com pobreza similar à de países africanos
No Amapá, em Itaubal, depender de assistência do Estado é regra. O desenvolvimento local é similar ao de um país miserável, a prefeitura gasta mais do que arrecada, e a economia é pobre, dependente, basicamente, dos repasses do governo federal. Por lá, mais de 90% da população depende do Bolsa Família para fechar as contas.
O emprego formal é escasso. Em Itaubal, apenas 28 moradores têm carteira de trabalho assinada, segundo dados do governo federal. O município abriga 6 mil habitantes — assim, um de cada 215 possui emprego formal. Por outro lado, existem 5,6 mil pessoas em famílias que recebem o benefício.
No Brasil, há 48,4 milhões de empregados com carteira de trabalho assinada: por volta de 22% da população. Em proporção, a situação de Itaubal é 44 vezes pior do que a média do país. Os números ficam abaixo até mesmo da realidade da Região Norte — a menos desenvolvida de todo o território brasileiro, com apenas 14% dos moradores em empregos formais.
Na cidade do Bolsa Família
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem pouco menos de 80 carros em todo o município. Isso significa cerca de 13 veículos para cada mil habitantes. É um terço da proporção de Angola, país africano lembrado pela pobreza e devastado por guerras.
A quantidade de riqueza por habitante também não está longe da realidade angolana. Em Itaubal, a economia gira em torno de R$ 15 mil por ano por pessoa. Além de ser próxima da cifra de Angola, esse valor equivale a uma fração do que a cidade campeã do Bolsa Família paga ao prefeito anualmente: R$ 173 mil.
Fonte: Revista Oeste



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