Larva bioluminescente de Pyrearinus termitilluminans em cupinzeiro do Parque Nacional das Emas, em outubro de 2025. Foto: Nortondefeis (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons
O fenômeno é mais intenso entre outubro e novembro, em noites quentes e úmidas depois da chuva. No período, as portarias do parque, que fica em Mineiros e Chapadão do Céu, podem funcionar até as 21h.
Com a volta das chuvas ao Sudoeste goiano, os cupinzeiros do Parque Nacional das Emas voltam a se encher de pontos de luz verde depois que escurece. O espetáculo, que costuma ganhar força entre outubro e novembro, transforma os montes de terra espalhados pelo campo em pequenas “luminárias” no meio do Cerrado e atrai visitantes interessados em observação noturna.
Apesar da aparência, quem acende não são os cupins. A luz é produzida por larvas de um besouro bioluminescente, o Pyrearinus termitilluminans, parente dos vaga-lumes, que vive em pequenos túneis abertos nas paredes dos cupinzeiros.

Uma armadilha de luz
O brilho funciona como isca. Com a cabeça na entrada do túnel, perto da superfície, as larvas emitem luz para atrair pequenos insetos que voam à noite, como os cupins e formigas aladas que saem em revoada nesta época. Quando o inseto se aproxima, é capturado.
A intensidade do fenômeno depende do tempo. Noites quentes e úmidas, com pouca luz da Lua ou logo depois de chuva, favorecem a atividade dos insetos e a observação. Por isso, mesmo na temporada, não há garantia de que todos os cupinzeiros estarão acesos ao mesmo tempo.
Como visitar
Segundo informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o parque, as portarias podem funcionar das 8h às 21h durante o período da bioluminescência. Algumas atividades têm horários diferentes e dependem de agendamento com condutor autorizado. A recomendação é consultar o ICMBio antes da viagem e seguir as regras da unidade.
O Parque Nacional das Emas ocupa áreas de Mineiros e Chapadão do Céu, em Goiás, e de Costa Rica, em Mato Grosso do Sul, na mesma região de Jataí. Junto com a Chapada dos Veadeiros, forma o sítio “Áreas Protegidas do Cerrado”, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco em 2001. Embora cupinzeiros sejam comuns em todo o Cerrado, a quantidade de montes iluminados no parque tornou o fenômeno uma das atrações naturais mais curiosas do estado.
Com informações de: Jornal Opção e ICMBio.



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