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De mutirão em mutirão, voluntários de paróquia de Goiânia já ergueram mais de 200 casas para famílias pobres desde 2002; cada uma custa R$ 45 mil

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Casa de madeira em construção, ainda sem revestimento, com voluntários de capacete trabalhando no telhado e escadas apoiadas na parede

Voluntários cobrem casa em construção durante mutirão nos Estados Unidos. Imagem ilustrativa; não mostra a Pastoral da Moradia. Foto: Marinha dos EUA (domínio público), via Wikimedia Commons

A Pastoral da Moradia, ligada à Paróquia Santo Inácio de Loyola, está perto de entregar a casa número 227. A obra fica pronta em cerca de três semanas, mas o grupo enfrenta falta de dinheiro e de voluntários jovens.

Enquanto uns doam tijolos, cimento e telhas, outros doam o próprio trabalho aos sábados. É assim que a Pastoral da Moradia, ligada à Paróquia Santo Inácio de Loyola, em Goiânia, já construiu mais de 200 casas para famílias que não teriam como pagar uma obra, na capital e em outras cidades goianas, como Senador Canedo e Aparecida de Goiânia. O grupo está perto de concluir a casa de número 227.

A iniciativa começou em abril de 2002, com seis casais que tinham participado do Encontro de Casais com Cristo e quiseram transformar a experiência religiosa em ação concreta. Hoje são mais de 75 participantes ativos, entre pedreiros, mestres de obras e voluntários de outras áreas. A primeira casa foi construída em Senador Canedo.

Quem pode receber

As famílias chegam por indicação de antigos beneficiários, de integrantes da paróquia, de doadores ou pelas redes sociais. Antes de aprovar uma obra, a pastoral visita o local, avalia as condições da família e leva o caso a uma assembleia, que vota. O principal critério é a necessidade financeira e social.

Uma exigência é que a família já tenha o terreno. A pastoral não doa o lote, mas constrói em área do beneficiário ou que esteja sendo comprada por ele. Nesse caso, a equipe confere se o lote está no nome da pessoa e se ao menos dez parcelas foram pagas, para reduzir o risco de a família perdê-lo por inadimplência depois de a casa pronta.

Casa coberta em um sábado

A obra tem três etapas e leva cerca de três semanas. No primeiro sábado, os voluntários fazem a fundação. No seguinte, entre 35 e 50 pessoas se reúnem para levantar as paredes e pôr o telhado: o trabalho começa às 7h e, por volta das 13h, a casa já está coberta, e o almoço é servido dentro da própria construção. O acabamento, com instalação elétrica, piso e louças, fica com profissionais.

Cada casa custa, em média, R$ 45 mil. A lista de materiais inclui 2,5 mil tijolos furados, 30 sacos de cimento, 8 metros cúbicos de areia, 16 telhas, quatro portas, quatro janelas, kit de banheiro, pia de cozinha e tinta.

Falta de recursos e de jovens

A meta para 2026 é construir 12 casas, uma por mês. Em 2025 foram nove, três a menos que o previsto, por falta de dinheiro. Outro desafio é renovar a equipe: segundo o vice-presidente da pastoral, Silvio Araújo, boa parte dos voluntários tem mais de 50 ou 60 anos, e há participantes de 70 e 78 anos. Ele avalia que a juventude ainda se engaja pouco nesse tipo de trabalho, que exige esforço físico.

É possível ajudar com dinheiro, materiais de construção, trabalho nos mutirões ou doação de roupas, móveis, brinquedos e alimentos para as famílias atendidas. A pastoral faz plantão nas missas de domingo, às 7h30 e às 19h30, na Paróquia Santo Inácio de Loyola, e divulga as formas de doação no site e nas redes sociais.

Com informações de: Mais Goiás.

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