Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington. Foto: Noclip (domínio público), via Wikimedia Commons
O Partido Democrata conquistou a maioria nas duas Casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato (as midterms) de terça-feira (3), segundo as projeções da imprensa americana. Com a apuração ainda em andamento na manhã desta quarta-feira (4), os democratas tinham pelo menos 228 das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, acima das 218 necessárias para a maioria, e ao menos 54 dos 100 assentos do Senado. É uma derrota pesada para o presidente Donald Trump, que terá a oposição no comando do Legislativo na segunda metade do mandato.
Na Câmara, os democratas tomaram pelo menos 25 cadeiras de distritos que eram representados por republicanos, em mais de dez estados. No Senado, o partido venceu em estados tradicionalmente republicanos. No Texas, James Talarico derrotou o procurador-geral Ken Paxton, apoiado por Trump, e encerrou um jejum de quase quatro décadas sem senador democrata no estado. Na Carolina do Sul, Annie Andrews venceu Darline Graham e deu ao partido a primeira cadeira no Senado pelo estado desde 1998. Também houve vitórias democratas em Ohio, Kansas, Iowa e Carolina do Norte.
Em New Hampshire, o deputado Chris Pappas venceu o ex-senador republicano John Sununu e será o primeiro homem assumidamente gay no Senado americano.
Trump aceita resultado, mas fala em vetos
Ao jornal The New York Times, Trump disse estar “absolutamente disposto a aceitar esses resultados” e afirmou que pretende trabalhar com os democratas. “Provavelmente chegaremos a algum entendimento”, declarou. Antes do fim da apuração, porém, publicou nas redes a imagem de um boné vermelho com a palavra “veto” e já tinha dito, em entrevista a um podcast do New York Post, que poderia se tornar o “Sr. Veto”, barrando projetos da oposição até forçar acordos com a Casa Branca. Em sua rede social, afirmou que seu nome não estava nas cédulas e que, se estivesse, o partido teria vencido “de lavada”.
O partido do presidente costuma perder espaço nas eleições de meio de mandato: desde a Segunda Guerra Mundial, só não aconteceu em duas ocasiões. A aprovação de Trump está perto dos piores índices, em meio à insatisfação com o custo de vida, a alta dos combustíveis e a guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro. Pesquisas apontavam o custo de vida como a principal preocupação dos eleitores.
Com o Congresso nas mãos da oposição, os democratas ganham força para fiscalizar o governo, aprovar ou barrar leis e influenciar o orçamento, o que pode afetar temas de interesse do Brasil, como tarifas sobre produtos importados.
Com informações de: Jornal Opção e Mais Goiás/Folhapress.



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