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Depois da derrota republicana nas eleições de meio de mandato, Mike Johnson deixa a presidência da Câmara dos EUA; Scalise e Jordan disputam a liderança do partido

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Retrato oficial de Mike Johnson, de óculos, terno azul e gravata listrada, sorrindo e com as mãos cruzadas, apoiado numa sacada com o Monumento a Washington ao fundo

Retrato oficial de Mike Johnson como presidente da Câmara dos EUA. Foto: Congresso dos Estados Unidos (domínio público), via Wikimedia Commons

Um dia depois de os republicanos perderem a maioria na Câmara e no Senado dos Estados Unidos, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, anunciou nesta quarta-feira (4) que deixará o comando da Casa. A decisão foi comunicada à equipe pela manhã e confirmada por seu porta-voz à agência France-Presse.

Johnson, de 54 anos, deputado pela Louisiana, ocupava a presidência da Câmara desde 2023. Era o terceiro na linha de sucessão presidencial, depois do presidente Donald Trump e do vice-presidente JD Vance. Chegou ao cargo como nome de consenso entre os republicanos, depois de semanas de briga interna que se seguiram à destituição de Kevin McCarthy.

Trump elogiou o aliado e disse que ele foi “fantástico” à frente da Câmara. O presidente também afirmou que não pretende interferir na escolha do próximo líder republicano.

Quem pode suceder

A disputa interna pelo comando da bancada republicana deve ficar entre o atual líder da maioria, Steve Scalise, também da Louisiana, e Jim Jordan, de Ohio, presidente da Comissão de Justiça e um dos parlamentares mais conservadores do partido. A votação está marcada para terça-feira (10).

Com a vitória democrata nas eleições de terça-feira (3), o próximo presidente da Câmara deverá sair do Partido Democrata quando o novo Congresso tomar posse, em janeiro. Até lá, o republicano escolhido comanda a bancada que passará à oposição na Casa.

Derrota de Trump

As eleições de meio de mandato renovaram toda a Câmara e um terço do Senado e foram vistas como um referendo sobre o segundo mandato de Trump, que chegou à votação com alta desaprovação. Depois do resultado, o presidente atribuiu parte da derrota à guerra com o Irã, disse que repetiria os ataques e se declarou disposto a negociar com os democratas, mas também pronto a vetar projetos.

Com o Congresso nas mãos da oposição, Trump terá mais dificuldade para aprovar leis e orçamento nos dois anos finais do mandato, e os democratas ganham poder para abrir investigações contra o governo nas comissões.

Com informações de: Jornal Opção, com dados da agência France-Presse.

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