Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás, em Goiânia. Foto: Aoaassis (domínio público), via Wikimedia Commons
A menos de uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o Democracia Cristã (DC) entrou em disputa aberta em Goiás. A Executiva nacional do partido anunciou na noite desta segunda-feira (28), em Goiânia, que vai intervir no diretório estadual, afastar o presidente Paulo Daher e apoiar a reeleição do governador Daniel Vilela (MDB). Daher reagiu: diz que continua no comando e que mantém o apoio a Marconi Perillo (PSDB), candidato de cuja coligação o DC faz parte.
Reunião com o MDB
O anúncio foi feito em reunião com o secretário-executivo nacional do DC, Eudo Freire, o presidente estadual do MDB, Haroldo Naves, e candidatos do DC. Segundo o relato publicado pelo Jornal Opção, os candidatos reclamaram de decisões tomadas por Daher sem discussão interna. Freire afirmou que a direção nacional não quer mais o ex-vereador no comando do partido no estado e disse haver indícios de que ele teria negociado o apoio a Marconi por interesses pessoais, acusação que Daher rejeita.
De acordo com Freire, será instalada uma nova comissão provisória, com presidente indicado por Daniel Vilela, e o movimento teria o aval do presidente nacional do partido, João Caldas. O encontro terminou com a gravação de um vídeo dos candidatos do DC ao lado de Naves, em apoio ao governador. Para Naves, a adesão mostra confiança no projeto de Vilela.
“Dissidentes”, diz Daher
Em nota enviada ao Jornal Opção, Paulo Daher classificou o grupo como “dissidentes”, afirmou que segue na presidência estadual, “em diálogo com a direção nacional”, e disse que quem anuncia apoio a Vilela fala por si, não pela legenda. Ele também citou João Caldas como aliado. Na nota, defendeu Marconi, que já governou Goiás, e criticou o grupo político do ex-governador Ronaldo Caiado, do qual Vilela faz parte.
Os dois lados dizem ter o respaldo do presidente nacional, João Caldas. A troca de comando só se concretiza com a instalação formal da nova comissão provisória, que precisa ser registrada na Justiça Eleitoral.
O que muda na eleição
Na prática, as coligações para governador já foram registradas na Justiça Eleitoral. A intervenção, se confirmada, tem efeito sobretudo político: define para qual candidato o partido e seus candidatos a deputado vão pedir votos na reta final da campanha. Goiás tem seis candidatos ao governo.
Com informações de: Jornal Opção



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