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Dois homens viram réus por matar a facadas em briga por espaço de rituais em cemitério de Goiânia; crânio humano foi achado na casa de um deles, diz o Ministério Público

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Túmulos e jazigos do Cemitério Municipal Parque, em Goiânia, com palmeiras ao fundo, sob céu azul

Cemitério Municipal Parque, no Setor Gentil Meireles, em Goiânia. Foto: Fronteira (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

A Justiça de Goiás aceitou a denúncia do Ministério Público (MPGO) contra dois homens acusados de matar um homem a facadas dentro do Cemitério Parque, no Setor Gentil Meireles, em Goiânia. Segundo a acusação, o crime de 26 de setembro nasceu de uma discussão sobre quem podia ocupar um espaço usado para rituais religiosos. A decisão foi assinada na quarta-feira (28) pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida, e publicada na quinta (29).

De acordo com a denúncia, os dois costumavam praticar rituais no cemitério e entraram no local de madrugada, com outras pessoas, depois do fechamento dos portões. Ao encontrar outros grupos, teriam alegado que aquele trecho era reservado às suas atividades. A vítima, um homem que estava nas proximidades e que, segundo relatos reunidos na investigação, aparentava estar sob efeito de drogas, teria interferido na discussão.

O MPGO sustenta que a briga virou agressão e que os dois agiram juntos. A vítima foi atingida por 14 golpes de faca e morreu. Eles respondem por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa.

Crânio em altar

Depois do crime, a Polícia Militar localizou na casa de um dos acusados um veículo ligado ao caso. Nas buscas, apreendeu objetos, entre eles um crânio humano. Para o Ministério Público, a peça foi tirada de uma sepultura aberta do mesmo cemitério e usada para compor um altar na residência, o que levou esse acusado a responder também por ocultação de cadáver. A quem pertencia o crânio ainda não está esclarecido.

Próximos passos

Os réus têm dez dias para apresentar defesa. O juiz pediu novos laudos periciais, inclusive sobre o crânio. O Ministério Público quer que o caso vá a júri popular, mas isso depende da análise das provas e dos depoimentos. O Jornal Opção informou não ter localizado a defesa dos acusados. Pela lei, ambos são considerados inocentes até decisão definitiva.

Com informações de: Jornal Opção.

AssuntosGoiâniaHomicídioMPGOTribunal do Júri

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