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Dólar cai 4% e fecha a R$ 5,00, e Bolsa passa dos 200 mil pontos pela primeira vez depois do primeiro turno

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Operadores vistos de costas, sentados diante de telas de computador, com grandes painéis eletrônicos de cotações ao fundo

Operadores na Bolsa de Valores de São Paulo, em foto de arquivo. Foto: Rafael Matsunaga (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

Ibovespa subiu 7,85% na segunda-feira (5) e renovou o recorde. Moeda norte-americana teve a menor cotação desde maio.

O mercado financeiro reagiu com força ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial. Na segunda-feira (5), o dólar à vista caiu 4,12% e fechou cotado a R$ 5,0022, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 7,85% e ultrapassou pela primeira vez a marca de 200 mil pontos.

IndicadorFechamento de 05/10Variação
Dólar à vistaR$ 5,0022-4,12%
Ibovespa207.190,44 pontos+7,85%
Petróleo BrentUS$ 100,32-1,89%
Petróleo WTIUS$ 89,43-1,84%

Dólar no menor valor desde maio

Durante a manhã, por volta das 10h30, a moeda norte-americana chegou a ser negociada a R$ 4,95. O fechamento foi o mais baixo desde 21 de maio, quando o dólar terminou o dia em R$ 5,0004. Na sexta-feira (2), véspera da eleição, a cotação havia subido quase 1%, para R$ 5,2175, em meio à cautela dos investidores. Com a queda de segunda, a divisa passou a acumular baixa de 8,87% no ano.

O movimento veio depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro. A leitura inicial dos investidores foi de redução do chamado prêmio de risco dos ativos brasileiros, o que favoreceu o real e pressionou para baixo as taxas futuras de juros.

Bolsa renova recorde

O Ibovespa fechou em 207.190,44 pontos e, no melhor momento do dia, tocou os 209.605,70, maior nível já registrado durante um pregão. O volume financeiro somava R$ 97,58 bilhões antes dos ajustes finais. A alta ampliou o ganho de sexta-feira, quando o índice já havia subido 2,63%, sinal de que parte dos investidores antecipou a reação.

No exterior, o principal fundo de ações brasileiras negociado em Nova York, o EWZ, avançava 12,57% no fim da tarde.

O que muda para quem produz e consome

Para regiões exportadoras como o Sudoeste goiano, o câmbio tem efeito duplo. Dólar mais baixo tende a reduzir, em reais, o valor recebido por soja, milho e carne vendidos ao exterior, mas também barateia insumos importados, como fertilizantes e defensivos, e alivia preços de combustíveis e de produtos cotados na moeda norte-americana. O efeito concreto depende de a cotação se manter nesse patamar, o que não está garantido: a campanha do segundo turno ainda tem quase três semanas pela frente.

Apesar do otimismo com os ativos brasileiros, o petróleo fechou em queda, com o barril do tipo Brent a US$ 100,32.

Fonte: Agência Brasil.

AssuntosBolsa de ValoresDolarEleições 2026Mercado financeiro

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