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Dono de imobiliária é preso suspeito de desviar aluguéis de imóveis de luxo em Goiânia e Anápolis

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Vista de Goiânia com prédios altos ao fundo e casas e ruas em primeiro plano, sob céu nublado

Imagem ilustrativa: vista de Goiânia. Foto: Boaventuravinicius (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

A Polícia Civil de Goiás prendeu nesta segunda-feira (28) o dono de uma imobiliária suspeito de desviar pagamentos de aluguéis de imóveis de alto padrão em Goiânia e Anápolis. Segundo as investigações, o esquema funcionaria desde 2020 e o prejuízo às vítimas passa de R$ 1 milhão. A ação recebeu o nome de Operação Broker Scammer.

O empresário, identificado como Roger Tabata, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A investigação é conduzida pelo delegado William Bretz, da 4ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia.

Como funcionaria o golpe

De acordo com a Polícia Civil, a imobiliária administrava a locação dos imóveis e recebia os pagamentos dos inquilinos. Parte do dinheiro, porém, ficava retida, e os proprietários eram informados de que os locatários estavam inadimplentes.

A investigação aponta ainda que o suspeito cobrava garantias e aluguéis antecipados sem que os donos dos imóveis soubessem, e esses valores também não eram repassados. Quando o pagamento era feito com cheque, ele negociava os títulos com empresas de factoring e depois dizia aos proprietários que os cheques tinham se perdido, pedindo a sustação. Assim, o prejuízo atingia tanto os donos dos imóveis quanto as empresas que compravam os cheques.

Seis vítimas identificadas

Até agora, seis vítimas foram identificadas. No cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam documentos, cheques ligados às negociações, aparelhos eletrônicos e bens de alto valor, como relógios de luxo. As investigações continuam para localizar outras vítimas e possíveis envolvidos.

Como se proteger

Quem aluga imóvel por meio de imobiliária pode reduzir riscos conferindo periodicamente com o inquilino se os pagamentos estão em dia, exigindo extratos mensais de repasse e verificando o registro da empresa no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-GO). Proprietários que se sintam lesados podem procurar a Polícia Civil.

O investigado tem direito à defesa, e a prisão preventiva não significa condenação. O nome do advogado de defesa não foi divulgado.

Com informações de: Jornal Opção

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