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El Niño de 2026 bate novo recorde de aquecimento no Pacífico em outubro e já é classificado como muito forte, informa o Inmet; Centro-Oeste tem calor e pancadas de chuva

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Mapa-múndi de anomalias de temperatura da superfície do mar, com uma faixa vermelho-escura de água mais quente que o normal ao longo do Pacífico equatorial

Imagem ilustrativa: anomalias de temperatura do mar durante o El Niño de 2015, com a faixa quente no Pacífico equatorial. Imagem: NOAA (domínio público), via Wikimedia Commons

O El Niño de 2026 atingiu mais um marco histórico de aquecimento, segundo dados divulgados na terça-feira (3) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em outubro, a temperatura da superfície do mar na região chamada Niño 3.4, no Oceano Pacífico, ficou 2,47 °C acima da média, o maior valor já registrado para o mês, o que classifica o fenômeno como muito forte.

Na área Niño 3, que segundo o Inmet tem grande influência sobre o clima da América do Sul, a anomalia média de outubro foi de 3,56 °C. Na última semana do mês, chegou a +3,7 °C, novo recorde da série semanal iniciada em 1981, acima dos +3,6 °C de dezembro de 1982. Na região Niño 1+2, perto da costa do Peru e do Equador, a anomalia chegou a +4,6 °C, igualando o recorde de junho de 1983; essa área tem pouca influência sobre o Brasil.

Um dos maiores da história

O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, que muda a circulação da atmosfera e altera o regime de chuvas e as temperaturas em várias regiões do país. Neste ano, o fenômeno se formou em junho e esquentou rapidamente. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, pode ser um dos mais intensos já registrados. O Inmet ressalta que a gravidade dos impactos depende da intensidade do episódio, da época do ano e de fatores regionais, e que o acompanhamento das próximas semanas é fundamental.

Para esta quarta (4) e quinta-feira (5), o Inmet prevê tempo quente e abafado em grande parte do país. No Centro-Oeste, a combinação de calor e umidade deve formar nuvens carregadas e provocar pancadas de chuva com trovoadas em boa parte da região na quinta. O Sul segue com alerta vermelho para tempestades entre o Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

Para o produtor rural do Sudoeste goiano, em pleno plantio da soja, o comportamento das chuvas nas próximas semanas é decisivo. A orientação dos meteorologistas é acompanhar os boletins e os avisos do Inmet para o município.

Com informações de: Agência Brasil e Agência Brasil (previsão).

AssuntosAquecimento do PacíficoCentro-OesteChuvaClimaEl NiñoInmet

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