O embaixador Victor Manuel Cairo Palomo durante entrevista em Brasília. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O governo de Cuba considera real o risco de uma invasão militar dos Estados Unidos, afirmou o embaixador do país no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, em entrevista à Agência Brasil. Segundo ele, a ilha está preparada para uma agressão e faz um apelo à comunidade internacional e à imprensa para que não aceitem esse cenário. “Não é possível normalizar uma agressão militar contra Cuba”, disse.
Desde a volta de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, Washington aumentou a pressão sobre Havana com novas sanções. Entre elas está o bloqueio energético, com ameaças a países que vendam petróleo à ilha, que ficou três meses sem receber um barril. As restrições reduziram voos internacionais, afastaram redes hoteleiras e levaram à saída da bandeira de cartões Visa, com impacto no turismo, principal atividade do país.
Os sinais de Washington
As declarações de Trump variam. Em março, ele disse que teria a honra de “tomar Cuba”. Neste mês, afirmou que os EUA iriam “cuidar de Cuba” depois de lidarem com o Irã. Em outra ocasião, defendeu que seria possível chegar a um acordo sem usar as Forças Armadas.
Em janeiro, a Casa Branca classificou Cuba como uma ameaça “incomum e extraordinária”, acusando o país de abrigar adversários americanos interessados em informações de segurança nacional. O secretário de Estado, Marco Rubio, filho de família cubana, também endureceu o tom contra o governo de Miguel Díaz-Canel e fala em medidas para iniciar um processo de mudança na ilha.
“Acusação ridícula”
Palomo rejeita as acusações. “Um país bloqueado, pequeno e economicamente asfixiado não tem a capacidade de pôr em risco a primeira potência do mundo”, afirmou. Para ele, um ataque seria um genocídio, por partir de uma potência nuclear contra um vizinho a 90 milhas de distância, e uma invasão também levaria os cubanos que vivem nos EUA a se voltar contra o governo Trump.
O diplomata reconhece que o país tem dificuldades, mas culpa o embargo pela falta de desenvolvimento e diz que cabe aos próprios cubanos resolvê-las. Na quarta-feira (28), a Assembleia Geral da ONU aprovou nova resolução contra o embargo americano.
Fonte: Agência Brasil.



Colisão entre dois trens de alta velocidade mata ao menos 68 pessoas na Espanha; Itamaraty abre plantão consular para brasileiros29/10/2026
Israel apura votos de eleição que pode tirar Netanyahu do poder; premiê fala em fraude sem apresentar provas, e comparecimento é o maior em décadas28/10/2026
Trump diz que a eleição brasileira “pareceu fraudada” por causa da prorrogação da votação, mas afirma que gosta de Lula; Alckmin rebate: opinião “totalmente equivocada”27/10/2026
Do México ao Paraguai, presidentes saúdam Lula; jornais estrangeiros tratam a reeleição como derrota de Trump e da direita bolsonarista26/10/2026
Terremoto de magnitude 7 atinge o norte do Tibete, a 4,8 mil metros de altitude; mídia estatal chinesa fala em 16 mortos e 32 feridos23/10/2026
Economia da Argentina encolhe 1,7% em agosto, segundo mês seguido de queda na comparação anual; especialistas veem risco de recessão, e governo Milei destaca recorde do agro22/10/2026