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Empresário é investigado por caça de tartarugas no Araguaia; polícia cumpre mandados em Goiânia e Aparecida

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Tartaruga-da-amazônia vista de perto, com a cabeça erguida e o casco escuro

Tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), espécie visada por caçadores na época da desova. Foto: Whaldener Endo (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons

Dois endereços residenciais em Goiânia e um comércio em Aparecida de Goiânia foram alvo, na quarta-feira (30), de uma operação contra a caça, o abate e a venda ilegal de tartarugas capturadas em área de proteção ambiental no Vale do Araguaia. A Operação Iurará foi deflagrada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil de Goiás e do Ibama.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Os outros cinco tiveram como alvo propriedades rurais em Ribeirão Cascalheira (MT), a cerca de 900 quilômetros de Cuiabá.

Fazenda em frente ao refúgio

Segundo a investigação, o grupo é liderado por um fazendeiro e empresário do ramo de cosméticos, dono de uma propriedade às margens do Rio das Mortes. A fazenda fica em frente ao Refúgio de Vida Silvestre Quelônios do Araguaia, unidade de conservação que se estende pelos municípios de Ribeirão Cascalheira, Cocalinho e Nova Nazaré, e seria usada como base para as incursões na área protegida. A polícia aponta a participação da esposa do empresário e de funcionários da fazenda. Os nomes não foram divulgados.

A suspeita é de que os animais fossem vendidos no mercado clandestino. Os investigados podem responder por caça e comércio de animais silvestres, abate, dano ambiental e associação criminosa. Nenhum deles foi condenado.

Época de desova

De acordo com a Polícia Civil, a caça era recorrente e se concentra entre setembro e outubro. É na seca que surgem as praias de areia onde a tartaruga-da-amazônia, também chamada de iurará, se reúne para a reprodução e a desova, o que facilita a ação de caçadores. Outras espécies de quelônios, como o cágado, também estariam entre os alvos.

O refúgio fica próximo ao Parque Estadual do Araguaia, área de proteção integral com mais de 223 mil hectares, na transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica.

Com informações de: Jornal Opção e Mais Goiás

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