Amir Maluf, diretor de marketing da empresa, diz ainda que é preciso capacitar as pessoas que aceitam o emprego | Foto: Reprodução/Freepik
Gilson Porto, diretor da São Benedito Construtora, afirmou que não tem como expandir a operação sem antes lidar com esse déficit produtivo
Diretor de produtos da São Benedito Construtora, o engenheiro Gilson Porto afirmou que a empresa lançou uma campanha com os próprios funcionários para conseguir atrair mais mão de obra. A estratégia visa a suprir a falta de profissionais qualificados.
Segundo Porto, a estratégia envolve pagar R$ 100 aos colaboradores que conseguirem levar um conhecido para trabalhar. O diretor deu a declaração no programa Oeste Negócios exibido na última segunda-feira, 26.
“A concorrência está tão difícil de arrumar mão de obra, que a gente está pagando para as pessoas indicarem amigos deles para trabalharem juntos”, afirmou Porto.
Amir Maluf, diretor de marketing da São Benedito, também citou a necessidade de capacitar as pessoas que não têm conhecimento, mas que aceitaram o emprego. O executivo mencionou que a construtora tenta construir um ambiente favorável, para que os funcionários “não sintam que estão ali só por uma obrigação”.
“Tem muito turnover [saídas de colaboradores]“, explicou Maluf. “Muita rotatividade de funcionários. Hoje os colaboradores não se fixam. A gente acaba implantando algumas medidas para vestirem mais a camisa. Colocamos sala de aula na obra para poder capacitar e deixar o colaborador mais à vontade com a empresa.”
Mão de obra, tecnologia e expansão
Terceira geração da família Maluf na empresa, Amir disse que a construção civil exige um aprendizado contínuo, sobretudo por causa de novas tecnologias e equipamentos. Gilson Porto também citou a importância de novas metodologias construtivas para expandir a operação para além do Centro-Oeste, que é a área forte de atuação da São Benedito.
“A gente quer expandir para outras cidades”, afirmou o diretor de produtos. “Como você expande com esse déficit de mão de obra, ainda mais brigando com o agro, que também é muito forte? Estamos pensando em novas metodologias construtivas. Fazer um produto 100% com parede de concreto, mais rápido, mais fácil, menos pessoas especializadas… Você consegue ter um ou dois que conseguem montar, o resto é mais braçal.”
Fonte: Revista Oeste



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