O banqueiro Daniel Vorcaro, do Master: tentativas frustradas de vender o banco e ligações com autoridades | Foto: Reprodução/Esfera Brasil
Relações de Daniel Vorcaro com autoridades mantêm o caso em evidência no Planalto, no Congresso e no Judiciário
Um dos maiores escândalos financeiros recentes do país elevou a tensão em Brasília. Documentos obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, entrou diversas vezes no Palácio do Planalto sem que os encontros constassem na agenda oficial do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião mais sensível ocorreu em dezembro de 2024, longe dos holofotes e revelada apenas meses depois.
Não foi um episódio isolado. Registros oficiais mostram que o banqueiro e pessoas próximas a ele circularam repetidamente pelo centro do poder, em um período marcado por decisões que acabariam dando fôlego ao banco, mesmo em meio a sinais evidentes de colapso financeiro.
Ao mesmo tempo, o Master passou a contratar nomes de peso da política e do Judiciário, com honorários fora do padrão do mercado. Ex-ministros, escritórios ligados a autoridades do Supremo e operadores experientes de Brasília aparecem conectados à trajetória do banco nos seus últimos anos de vida.
Essas relações ajudam a explicar por que decisões-chave no Executivo, no Legislativo e no Judiciário caminharam de forma tão conveniente para o Master, inclusive quando o Banco Central já apontava riscos graves e tentava conter a sangria.
As relações do Banco Master com autoridades
A história ganha contornos ainda mais delicados quando surgem relatos de encontros privados, pressões sobre autoridades monetárias, tentativas de mudar regras do sistema financeiro no Congresso e operações envolvendo um banco público regional que acabariam gerando prejuízos bilionários.
Nada disso, isoladamente, prova crime. Mas o conjunto dos fatos, os valores envolvidos e a coincidência de agendas levantam perguntas que seguem sem resposta.
Em reportagem publicada na Edição 307, Carlo Cauti revela quem se encontrou com quem, quando e fora de quais registros oficiais; como contratos milionários foram firmados nos bastidores; por que decisões institucionais beneficiaram um banco já em colapso; e por que investigadores acreditam que o silêncio do principal personagem pode não durar para sempre.
Fonte: Revista Oeste



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