Os Estados Unidos enviaram, em 17 de novembro de 2023, mais aeronaves de reabastecimento para Israel, aumentando a capacidade militar na região e elevando o risco de envolvimento direto de Israel em conflitos com o Irã. De acordo com o site Axios, 33 aviões-tanque estão estacionados no aeroporto Ben Gurion, o que tem impactado operações comerciais. Enquanto os EUA realizam ataques contra alvos no Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica respondeu com ameaças a instalações americanas e à passagem de petróleo pelo Estre
Os Estados Unidos enviaram mais aeronaves de reabastecimento para Israel, nesta sexta-feira, 17, em meio aos ataques contra o Irã. A ação, cujo objetivo é o de ampliar a capacidade militar norte-americana na região, eleva o risco de que Israel seja envolvido diretamente no confronto, embora até agora não participe das operações contra Teerã. Israel, como precaução, mantém o alerta por meio do monitoramento de inteligência, da prontidão da Força Aérea e da ativação de seus sistemas de defesa antimíssil.
Segundo informações divulgadas pelo site Axios, autoridades norte-americanas e israelenses relataram que Washington comunicou o envio de dezenas de aviões-tanque. Estas aeronaves de reabastecimento não realizam ataques, mas permitem que caças e outros aviões militares permaneçam mais tempo em operação e alcancem áreas mais distantes sem precisar retornar às bases para abastecimento.
O deslocamento amplia, portanto, a capacidade dos EUA de realizar missões aéreas no Oriente Médio. A movimentação ocorre depois de seis noites consecutivas de ataques norte-americanos contra alvos no Irã. As operações se seguiram ao colapso do memorando de entendimento firmado no mês passado entre Washington e Teerã.
Embora o envio dos aviões-tanque não signifique que Israel tenha aderido à ofensiva, a presença de uma estrutura militar dos EUA em território israelense pode aumentar a percepção iraniana de que o país faz parte do dispositivo de apoio às operações de Washington. O risco para o governo israelense está relacionado à possibilidade de Teerã ou grupos aliados considerarem instalações em Israel como parte da infraestrutura militar utilizada pelos EUA. Forças iranianas já lançam ataques contra países do Golfo considerados aliados dos norte-americanos.
Segundo o Axios, 33 aeronaves de reabastecimento estão atualmente estacionadas no aeroporto Ben Gurion, em Israel. A presença dos aviões militares reduziu o espaço disponível para operações comerciais no principal aeroporto civil do país durante o período de maior movimento turístico do verão.
A ministra dos Transportes de Israel, Miri Regev, afirmou que o número de aeronaves deveria ser reduzido para 20 e que parte dos aviões militares poderia ser transferida para bases da Força Aérea israelense. Relatos indicam que o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) considera a infraestrutura do Ben Gurion importante para suas operações, devido à localização e à capacidade logística do aeroporto.
Segundo informações publicadas pela imprensa israelense, os novos aviões não devem necessariamente operar a partir do aeroporto civil, e a previsão seria de chegada de cinco a oito aeronaves por dia. O CENTCOM informou que realizou uma nova rodada de operações contra estruturas de vigilância, defesa aérea, logística militar e capacidades marítimas do Irã.
Os ataques atingiram áreas próximas a Bandar Abbas, um dos principais portos iranianos, além de pontes e estruturas ferroviárias. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) declarou que respondeu às ações com ataques contra locais que abrigam forças dos Estados Unidos na região, incluindo posições em Kuwait, Bahrein e Jordânia.
O grupo também relatou que o Irã impediria a passagem de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz enquanto continuarem os ataques americanos. A passagem marítima, localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma das principais rotas mundiais para o transporte de energia. A Agência Internacional de Energia (IEA) alertou que uma interrupção prolongada no tráfego pelo estreito poderia representar riscos para a segurança energética global.
A disputa também atinge o transporte marítimo. Fuzileiros navais norte-americanos realizaram uma abordagem de verificação do navio-tanque M/T Wen Yao no Golfo de Omã, segundo o CENTCOM. A operação fazia parte da fiscalização contra embarcações suspeitas de tentar violar as restrições impostas ao comércio marítimo relacionado ao Irã.
O CENTCOM declarou que três navios comerciais foram redirecionados e que uma embarcação foi neutralizada após não cumprir instruções das forças americanas.
Fonte: Revista Oeste



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