O Pentágono estaria escondendo as informações de autoridades eleitas e da população | Foto: Touch Of Light/Wikimedia
As declarações de Luis Elizondo ocorreram durante audiência na Câmara dos Representantes
Em 13 de novembro, durante uma audiência nos subcomitês da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Luis Elizondo, ex-oficial do Pentágono, fez revelações sobre a posse de artefatos alienígenas pelo governo norte-americano. A emissora CNN divulgou a informação nesta terça-feira, 10.
Elizondo, que liderava o Programa de Identificação de Ameaças Aeroespaciais Avançadas até sua saída em 2017, apresentou suas declarações sob juramento.
Indagado pela presidente da audiência, Nancy Mace, Elizondo confirmou que o governo norte-americano desenvolveu programas secretos com o objetivo de recuperar fenômenos aéreos não identificados (UAPs). Ele revelou que essas iniciativas tinham como foco a engenharia reversa de naves alienígenas.
Elizondo também mencionou que funcionários do governo foram feridos por esses eventos, o que resultou em aposentadorias por invalidez. A fala gerou preocupações sobre a segurança nacional aos congressistas.
Ele afirmou categoricamente: “UAPs são reais” e que, depois de dez anos de investigações, concluiu que tecnologias avançadas, não fabricadas por nenhum governo, monitoram instalações militares sensíveis ao redor do mundo.
Artefatos alienígenas geram uma corrida armamentista secreta

O ex-oficial disse que tanto os EUA quanto nações adversárias possuem tecnologias UAP. Elizondo sugeriu a existência de uma corrida armamentista secreta financiada por impostos, mas ocultada de representantes eleitos e órgãos de supervisão.
Outros especialistas presentes na audiência, o que inclui o contra-almirante da Marinha dos EUA Tim Gallaudet, confirmaram as afirmações de Elizondo. Gallaudet pediu maior transparência sobre os UAPs e disse que o orçamento de defesa dos EUA está projetado para alcançar US$ 900 bilhões em 2025.
Gallaudet questionou a adequação desse enorme gasto sem uma compreensão clara do que ocorre no espaço aéreo norte-americano.

Os legisladores expressaram preocupações não apenas com a continuidade das ocorrências de UAPs, mas principalmente com sua localização, predominantemente em áreas militares ou de segurança.
Glenn Grothman, presidente do comitê, perguntou a Elizondo onde os ataques eram mais comuns. “É óbvio que essas incursões são mais prováveis em instalações militares do que em um aeroporto aleatório?”
“Essa não é uma tendência nova”, afirmou Elizondo. “Isso vem acontecendo há décadas, e essa informação foi ofuscada, infelizmente, por pessoas como você neste comitê, e acho que isso é problemático.”
Fonte: Revista Oeste



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