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Exército simula ataques cibernéticos a serviços essenciais a poucos dias da eleição

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Militares e civis acompanham telões em centro de operações durante exercício de defesa cibernética

Exercício Guardião Cibernético reuniu 1,3 mil participantes em sete capitais. Foto: Cb Marcos/CCOMSEx (Exército Brasileiro)

O Exército Brasileiro encerrou nesta sexta-feira (25) a oitava edição do Guardião Cibernético, exercício que simula ataques digitais contra serviços essenciais à população. A atividade, iniciada no dia 21, acontece a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e num momento em que especialistas e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertam para o risco de interferência estrangeira no pleito.

Cerca de 1,3 mil pessoas participaram do treinamento, em Brasília e em outras seis capitais, entre elas São Paulo, Recife, Curitiba e Manaus. A simulação envolveu aproximadamente 300 organizações e representantes de 14 países. Além das Forças Armadas, estiveram presentes órgãos de governo, agências reguladoras e operadores de infraestrutura crítica: energia, abastecimento de água, telecomunicações e sistema financeiro.

Ataques coordenados

O Exército apresenta o evento como um dos treinamentos de defesa cibernética mais abrangentes do Hemisfério Sul. Segundo a Força, em nota, foram reproduzidos cenários de ataques complexos e coordenados. O objetivo era testar procedimentos, aprimorar planos de contingência e encontrar formas de aumentar a capacidade de reação do país. A ideia central é treinar a cooperação entre instituições públicas e empresas privadas para que um ataque não derrube serviços de que a população depende.

Alerta da Abin

O exercício ocorre dias depois da divulgação de um relatório da Abin, revelado pela Folha de S.Paulo e confirmado pela TV Brasil, que classifica como crítica a possibilidade de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. O documento, elaborado em agosto, relaciona o risco à prioridade dada pelo governo de Donald Trump à reafirmação da influência norte-americana na América Latina.

Analistas ouvidos pela Agência Brasil também apontam o risco de ações cibernéticas, de governos ou de grandes empresas de tecnologia, capazes de desestabilizar sistemas às vésperas da votação. Em 12 de agosto, a Casa Branca publicou um memorando que prevê parcerias com empresas privadas em ações que envolvem acesso a sistemas de informação sem autorização de seus proprietários.

Fonte: Agência Brasil

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