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Funcionária de sorveteria reage a tentativa de estupro, toma a faca do agressor e o fere em Aparecida de Goiânia; suspeito morreu no local e estava com a tornozeleira desligada havia três dias

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Viatura branca da Polícia Militar de Goiás, com faixas amarela e azul, circulando por uma rua

Foto ilustrativa: viatura da Polícia Militar de Goiás em Goiânia. Foto: André Gustavo Stumpf/CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Uma funcionária de uma sorveteria do Setor dos Afonsos, em Aparecida de Goiânia, reagiu a uma tentativa de estupro na manhã deste domingo (25), tomou a faca que o agressor carregava e o feriu na perna. O homem, de 42 anos, morreu no local, segundo a Polícia Militar. Ele usava tornozeleira eletrônica, que estava desligada desde 22 de outubro, e tinha seis registros criminais por roubo.

O caso aconteceu num estabelecimento da Avenida Uru, no cruzamento com a Rua São Jorge. De acordo com a PM, o suspeito entrou na sorveteria fingindo ser cliente. Imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que ele leva a funcionária à força até o banheiro.

Houve luta corporal. Durante a briga, a trabalhadora conseguiu tirar a faca do homem e atingi-lo. Conforme o boletim de ocorrência, ela também conseguiu pegar o celular e pedir socorro ao dono do comércio, que é seu patrão. O suspeito não resistiu ao ferimento.

Investigação

A ocorrência foi registrada na Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, onde o caso será investigado pela Polícia Civil. Caberá à investigação apurar as circunstâncias da morte. O Código Penal prevê a legítima defesa para quem, usando moderadamente os meios necessários, repele agressão injusta, atual ou iminente, a direito seu ou de outra pessoa.

O fato de o suspeito estar com a tornozeleira desligada há três dias também chama atenção. O equipamento é usado para monitorar presos em regime semiaberto, em prisão domiciliar ou com medidas cautelares, e o rompimento ou o desligamento costumam gerar alerta para a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP). Até a publicação das informações usadas nesta reportagem, não havia detalhes sobre se esse alerta foi emitido nem sobre as providências tomadas.

Como pedir ajuda

Em situação de violência ou de risco, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar. Casos de violência contra a mulher também podem ser denunciados pelo Ligue 180, que funciona 24 horas, é gratuito e aceita denúncias anônimas. O Diário de Jataí não divulga o nome da vítima.

Com informações de: Mais Goiás

AssuntosAparecida de GoiâniaGoiásLegítima defesaPolícia MilitarTentativa de estuproTornozeleira eletrônicaViolência contra a mulher

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