Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O último debate entre candidatos à Presidência antes do primeiro turno não aconteceu. A TV Globo cancelou o encontro marcado para a noite desta quinta-feira (1º), a três dias da eleição, depois de receber duas decisões judiciais que mudavam as regras do programa. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que já estava na emissora, classificou o cancelamento como “inaceitável”.
As duas decisões
A primeira partiu do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ministra Estela Aranha atendeu a um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que na véspera havia avisado que não iria ao debate, e proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio com o nome do candidato. Os demais participantes também ficaram impedidos de simular perguntas ao ausente. Para a ministra, a participação em debate é facultativa e a exposição da cadeira vazia poderia prejudicar o candidato.
A segunda veio do Supremo Tribunal Federal (STF). No início da noite, o ministro Gilmar Mendes determinou que Renan Santos (Missão) fosse incluído no debate. A lista original, baseada no critério de partidos com ao menos cinco parlamentares no Congresso, tinha Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Caiado e Lula. Romeu Zema (Novo) já havia entrado na terça-feira (29), por decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
Antes do cancelamento, Flávio Bolsonaro também desistiu de participar e, em transmissão nas redes sociais, atribuiu a decisão ao que chamou de censura.
O que disse a emissora
Em comunicado, a Globo afirmou que as mudanças impostas pouco antes do programa criaram insegurança jurídica e representaram interferência indevida na liberdade dos veículos de imprensa de organizar debates. Segundo a emissora, a ata com as regras para candidatos ausentes havia sido assinada por todos os partidos convidados, inclusive o PT.
A reação de Caiado
Caiado contou que estava no local desde as 18h30, três horas antes do horário previsto para o início. “É um desrespeito com você, eleitor”, disse, de acordo com o Jornal Opção. O candidato responsabilizou Lula pelo impasse, por ter se recusado a comparecer, e criticou o TSE e o STF, a quem acusou de interferir no processo eleitoral.
Enquanto os adversários aguardavam o debate, Lula concedeu entrevista ao Flow Podcast, no Palácio da Alvorada. O primeiro turno será no domingo (4).
Com informações de: Agência Brasil e Jornal Opção



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