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Goiânia tem a maior prévia da inflação entre as cidades pesquisadas pelo IBGE em setembro

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Calculadora, moeda e cédulas de real sobre a mesa

A prévia da inflação de setembro em Goiânia foi de 0,95%, a maior entre as cidades pesquisadas. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil (arquivo)

O custo de vida subiu mais em Goiânia do que em qualquer outra cidade pesquisada pelo IBGE na prévia da inflação de setembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) da capital goiana ficou em 0,95%, bem acima da média nacional, de 0,70%, e o mais alto entre as 11 localidades onde o instituto coleta preços. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25).

A virada é brusca: em agosto, a prévia de Goiânia havia registrado deflação de 0,42%. Única cidade goiana na pesquisa, a capital funciona como termômetro do custo de vida no estado.

Comida pesou mais em Goiânia

O que mais diferencia Goiânia do restante do país é o preço da comida. O grupo alimentação e bebidas subiu 1,04% na capital, mais que o dobro da média nacional (0,40%). Também ficaram bem acima da média as despesas pessoais (1,44% em Goiânia, contra 0,96% no Brasil) e o vestuário (0,96%, contra 0,41%).

A habitação teve a maior alta entre os grupos em Goiânia, 1,92%, em linha com o que ocorreu no país. A explicação é nacional: a conta de luz voltou ao valor normal depois que, em agosto, os consumidores receberam o desconto do Bônus Itaipu. Na média do país, a energia elétrica residencial subiu 7,42% e foi o item de maior impacto individual no índice.

LocalidadeIPCA-15 de setembro
Goiânia0,95%
Belo Horizonte0,79%
Rio de Janeiro0,77%
Brasília0,76%
Porto Alegre0,75%
São Paulo0,73%
Fortaleza0,72%
Curitiba0,62%
Belém0,51%
Salvador0,50%
Recife0,44%
Brasil0,70%

Os grupos em Goiânia

  • Habitação: 1,92%
  • Despesas pessoais: 1,44%
  • Alimentação e bebidas: 1,04%
  • Vestuário: 0,96%
  • Transportes: 0,66%
  • Comunicação: 0,63%
  • Artigos de residência: 0,49%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,46%
  • Educação: 0,04%

O quadro nacional

No país, a prévia de setembro foi a maior desde abril e acumula 3,82% no ano e 4,47% em 12 meses. Parte da alta é efeito da conta de luz: sem a energia elétrica, o índice nacional teria ficado em torno de 0,41%, segundo cálculo do economista Roberto Luis Troster citado pela Agência Brasil. Nos transportes, as passagens aéreas subiram 9,82%.

O IPCA-15 usa a mesma metodologia da inflação oficial, mas com coleta entre os dias 15 de um mês e 15 do seguinte, neste caso de 15 de agosto a 15 de setembro. O IPCA fechado de setembro será divulgado em 9 de outubro.

Fonte: IBGE, Sistema Sidra (tabela 7062, IPCA-15) e Agência Brasil

AssuntosGoiás

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