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Goianiense Juliana Cajives ganha o Prêmio Jabuti de escritora estreante em poesia com livro sobre aborto, maternidade e violência obstétrica

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Desenho em relevo dourado de um jabuti caminhando, dentro de uma moldura retangular amarela

Ilustração de jabuti dourado, símbolo do prêmio literário. Imagem: André Koehne (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

A escritora Juliana Cajives, nascida em Goiânia e hoje morando em Salvador, venceu o 68º Prêmio Jabuti, o mais tradicional da literatura brasileira, na categoria Escritor Estreante – Poesia. O livro premiado, “História a que ninguém deu nome”, publicado pela editora independente Mormaço Editorial, trata de aborto, direitos reprodutivos, maternidade e violência obstétrica.

Em entrevista ao Jornal Opção, a autora disse que ser reconhecida logo na estreia é um marco. “Esse reconhecimento é importante para qualquer pessoa que está numa carreira literária. A gente sabe como não só o Brasil, mas o mundo trata os seus artistas”, afirmou. Juliana destacou ainda o fato de ter vencido longe dos grandes centros editoriais: nasceu em Goiânia, cresceu no Tocantins e se mudou para a Bahia.

Obra parte de experiência pessoal

Segundo a escritora, o livro nasceu de uma experiência própria com o aborto e de conversas com outras pessoas que passaram por situações parecidas. A obra mistura poemas e imagens: Juliana também é artista visual e assina as ilustrações do volume. “Esse livro parte de uma história minha, da minha relação com as questões de direitos reprodutivos”, explicou.

A ligação com Goiás e com o Tocantins aparece na escrita pela natureza do Cerrado. “Passei muito tempo escrevendo sobre a secura, sobre o ar seco, sobre o tempo seco, sobre a aridez”, contou. Para ela, o ambiente árido também lembra as dificuldades dos artistas: “Para artistas, o acesso a recursos e a uma vida digna muitas vezes é um solo árido também”.

Juliana diz que o prêmio não é um ponto de chegada. “É um reconhecimento de uma obra que veio antes, mas eu olho para prêmio sempre como uma forma de começar”, afirmou. Criado em 1959 pela Câmara Brasileira do Livro, o Jabuti premia autores, tradutores, ilustradores e editoras em dezenas de categorias.

Com informações de: Jornal Opção.

AssuntosEscritora goianaGoiâniaJuliana CajivesLiteraturaPoesiaPrêmio Jabuti

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