Aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Goiás criou apenas 307 empregos com carteira assinada em setembro, o segundo menor saldo entre as 27 unidades da Federação, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Só o Acre, com 235 vagas, ficou abaixo. O resultado goiano veio num mês fraco para todo o país: o Brasil abriu 121,3 mil postos, o pior setembro desde 2020.
O saldo é a diferença entre contratações e demissões. Na comparação com setembro de 2025, quando o país criou 214,6 mil vagas, a queda nacional foi de 43,5%. O Ministério atribuiu a desaceleração aos juros altos e ao esfriamento da economia.
Centro-Oeste fica atrás
Todas as regiões tiveram saldo positivo, mas o Centro-Oeste foi a que menos gerou empregos, com 7.894 vagas, contra 49.142 do Nordeste e 39.404 do Sudeste. Entre os estados, os destaques foram São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil). O Rio Grande do Sul foi o único a fechar mais vagas do que abriu, com 2,9 mil a menos, por causa do fim da safra de fumo e da retração no varejo.
O peso do campo ajuda a explicar o número goiano. Em todo o país, a agropecuária foi o único setor que demitiu mais do que contratou em setembro, com 4.381 vagas a menos. Segundo o Ministério, o mês é tradicionalmente fraco para o setor por causa do início do plantio da safra de verão. Serviços (81,2 mil), indústria (19,3 mil), comércio (15,7 mil) e construção (9,5 mil) tiveram saldo positivo.
Ano mais fraco
No acumulado de janeiro a setembro, o país criou 1.248.914 empregos formais, 27,9% a menos que nos nove primeiros meses de 2025, quando foram 1.731.398. O salário médio de admissão ficou em R$ 2.429,41, praticamente igual ao de agosto e 1,88% acima de setembro do ano passado. O Brasil encerrou o mês com 48,35 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
No mesmo dia da divulgação, o Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo a sequência de cortes. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como “equivocada e excessivamente conservadora” e disse que os juros elevados encarecem o crédito e desaceleram a economia.
Fonte: Agência Brasil. Com informações de: Agência Brasil (Selic).



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