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Goiás chega a 20 municípios liberados para exportar melancia, melão e abóbora ao Mercosul; Britânia é o mais novo da lista

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Melancia pequena, verde e listrada, presa à rama rasteira sobre a terra de uma lavoura

Melancia em formação na lavoura. Foto: Elena Chochkova (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

Habilitação do Ministério da Agricultura exige seis meses de monitoramento para provar que a área está livre da mosca-das-frutas. O caminho está aberto a produtores de qualquer região do estado.

O município de Britânia, no Vale do Araguaia, foi autorizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a exportar melancia, melão, abóbora e outros frutos frescos da mesma família para países que impõem barreiras sanitárias a esses produtos, como Argentina, Paraguai e Uruguai. Com a inclusão, Goiás passa a ter 20 municípios habilitados, segundo a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

A autorização foi oficializada pela Portaria SDA/Mapa nº 1.695, publicada no Diário Oficial da União no início de outubro.

O que é o sistema

O nome técnico é Sistema de Mitigação de Risco (SMR). Ele existe por causa de um inseto, a Anastrepha grandis, conhecida como mosca-das-frutas das cucurbitáceas, a família botânica da melancia, do melão, da abóbora e do pepino. A praga não é aceita pelos países compradores. Para vender a esses mercados, o produtor precisa demonstrar que a sua área é monitorada e que o inseto não está lá.

No caso de Britânia, as lavouras passaram por seis meses seguidos de monitoramento, com coletas regulares. “Foram feitas coletas regulares e um monitoramento permanente nas áreas de produção por um período ininterrupto de seis meses para demonstrar a ausência da praga”, disse ao Jornal Opção o coordenador do programa na Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira.

Como um município entra

A habilitação não é automática nem vale para o estado inteiro: é feita município por município, a partir de um projeto técnico. Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, a agência orienta produtores e responsáveis técnicos no monitoramento e monta o projeto que é enviado ao ministério. “Essa parceria entre o setor público e o produtivo vem aumentando, a cada ano, o número de municípios goianos no SMR”, afirmou.

O presidente da agência, José Ricardo Caixeta Ramos, disse que o objetivo é dar “respaldo técnico” para que o produtor goiano chegue a “mercados mais exigentes”.

O que muda para o produtor do Sudoeste

Britânia fica em outra região do estado, e a notícia não altera de imediato a vida de quem planta grãos por aqui. O recado, porém, interessa a quem pensa em diversificar: as fontes consultadas não listam os outros 19 municípios habilitados, e o produtor de frutas e hortaliças do Sudoeste que quiser exportar deve conferir na unidade local da Agrodefesa se o seu município já está no sistema. Se não estiver, o caminho é o mesmo de Britânia: responsável técnico, armadilhas, seis meses de coletas e projeto enviado ao Mapa.

O atrativo é ter mais de um comprador. Goiás está entre os grandes produtores nacionais de melancia, e a habilitação abre a porta de países vizinhos para uma fruta que hoje depende quase só do mercado interno.

Com informações de: Jornal Opção, com dados da Agrodefesa e do Ministério da Agricultura e Pecuária.

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