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Goiás chega a 58 feminicídios em 2026: mulher de 40 anos é morta a facadas em Goiânia, e o filho de 8 anos fica ferido; autor tinha sido preso por violência doméstica em setembro

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Pátio com dezenas de viaturas novas da Polícia Militar de Goiás, utilitários azuis com faixas verdes e brancas, estacionadas em fileiras

Viaturas da Polícia Militar de Goiás. Foto: Emerson Júnior Gonçalves da Silva Figueiredo (CC BY-SA 2.0), via Wikimedia Commons

Goiás registrou o 58º feminicídio de 2026 no domingo (18). Damiana Maria Alves de Assunção, de 40 anos, foi morta com várias facadas dentro de casa, no Setor João Braz, em Goiânia. O autor é o marido dela, que foi preso em flagrante pela Polícia Militar pouco depois. O filho da vítima, um menino de 8 anos, também foi ferido no ataque e levado consciente a um hospital.

Segundo a PM, o homem já havia sido preso por violência doméstica em 25 de setembro, menos de um mês antes do crime, mas foi solto no dia seguinte, na audiência de custódia. A corporação não divulgou o nome dele. Familiares contaram que o casal tinha uma relação conturbada e já havia se separado várias vezes.

Ele foi preso como suspeito do feminicídio e da tentativa de homicídio contra a criança.

Uma morte a cada cinco dias

Com o caso de domingo, Goiás soma 58 mulheres mortas por questão de gênero em pouco mais de nove meses e meio, média de uma a cada cinco dias. Em 13 de outubro, quando o Diário de Jataí noticiou a morte de uma mulher a tiros dentro de casa em Pontalina, caso em que a filha dela, de 15 anos, foi baleada nas costas, o estado contava 56 feminicídios no ano.

Os pedidos de proteção também são numerosos: em 2025, mais de 26 mil medidas protetivas foram concedidas a mulheres vítimas de violência doméstica em Goiás, segundo levantamento divulgado pelo Mais Goiás.

Como pedir ajuda

  • 190 – Polícia Militar, em caso de emergência ou agressão em andamento;
  • 180 – Central de Atendimento à Mulher, gratuita, 24 horas, que orienta e encaminha denúncias;
  • Delegacia da Mulher (Deam) ou delegacia de Polícia Civil – registra a ocorrência e encaminha o pedido de medida protetiva;
  • Denúncia de vizinhos e parentes – qualquer pessoa pode denunciar, inclusive de forma anônima, pelo 180 ou pelo 197 da Polícia Civil.

A medida protetiva pode ser pedida na delegacia, na Defensoria Pública ou no Ministério Público, e o juiz tem até 48 horas para decidir. Descumprir a medida é crime, com pena de prisão.

Com informações de: Mais Goiás

AssuntosFeminicídioGoiâniaGoiásPolícia MilitarViolência contra a mulher

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