Jornal online

de Jataí para o mundo

Economia

Goiás compra de fora quase 70% do arroz que consome, e Vão do Paranã é aposta para mudar isso

2 min de leitura

Compartilhar
Lavoura de arroz verde e uniforme, com árvores e mata ao fundo sob céu nublado

Imagem ilustrativa: lavoura de arroz em Presidente Médici (RO). Foto: Marco.inf (domínio público), via Wikimedia Commons

Goiás é uma potência na produção de soja, milho e carne, mas ainda depende de outros estados para abastecer a mesa com um dos alimentos mais básicos do brasileiro. Segundo o presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), José Ricardo Caixeta, o estado importa quase 70% do arroz que consome. Ele apresentou a estimativa em entrevista ao Jornal Opção, publicada na segunda-feira (28), e ressalvou que o número é aproximado.

Para o dirigente, o caminho para reduzir essa dependência passa pelo Nordeste Goiano, em especial pelo Vão do Paranã, região que, segundo ele, tem entre 12 mil e 13 mil hectares de área irrigada com potencial para o cultivo de arroz no sistema tradicional de alagamento.

Barragens subutilizadas

Caixeta contou que, quando chegou à administração estadual, em 2019, encontrou na região duas barragens pouco aproveitadas e uma área de apenas 10 a 12 hectares dedicada ao arroz. A partir daí, estudos passaram a avaliar outros usos para a água já armazenada.

O clima mais seco, que limita algumas culturas, pode ser vantagem para a fruticultura irrigada. O presidente da Agrodefesa compara a região ao polo de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), que usa irrigação para produzir frutas em área de pouca chuva e se tornou um grande exportador. Produtores goianos chegaram a visitar o polo nordestino para conhecer o modelo.

Assentamentos e novas culturas

A região concentra muitos assentamentos rurais. Só em Flores de Goiás, segundo Caixeta, são 26 ou 27, com 2,5 mil a 2,8 mil famílias. Ele relatou que, em 2019, muitas delas não tinham estrada, ponte nem energia elétrica. Hoje, afirma, há um projeto de fruticultura em implantação, e a pecuária e a produção irrigada de grãos também avançam.

Mais produção, mais pragas

A diversificação da agricultura goiana traz também novos riscos sanitários. Na mesma conversa com o jornal, Caixeta citou a chegada do greening, doença que ameaça os pomares de laranja, junto com a expansão da citricultura no estado, e a detecção de um caso de cancro da videira no Distrito Federal, que levou a Agrodefesa a atuar com o governo do DF para evitar que a doença alcance os vinhedos goianos. A agência também monitora a vassoura-de-bruxa da mandioca, hoje concentrada na Região Norte.

“À medida que a atividade começa a crescer e ganhar volume, as pragas também começam a aparecer”, resumiu o presidente da agência.

Com informações de: Jornal Opção e Jornal Opção

AssuntosAgronegócioArrozGoiásNordeste Goiano

Compartilhe esta matéria
Viu algum erro? Avise a redação
Canal do jornal Receba as notícias de Jataí no seu WhatsApp Siga o canal do Diário de Jataí. É gratuito, e seu número fica protegido. Seguir o canal

Publicidade

Publicidade de ACERT Auditor Ambiental

Mais de Economia

Ver tudo de Economia