Imagem ilustrativa: bovinos de corte em confinamento. Foto: Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), domínio público, via Wikimedia Commons
Estado embarcou 47,2 mil toneladas de couro para 32 países entre janeiro e julho, no valor de US$ 78,2 milhões. Na carne, a China já havia comprado 78% da cota anual do Brasil até julho.
Além da carne, o boi goiano rende divisas com um produto menos lembrado: o couro. De janeiro a julho de 2026, Goiás exportou 47,2 mil toneladas de couro bovino, no valor de US$ 78,2 milhões, para 32 destinos. O resultado coloca o estado como o quarto maior exportador do país, segundo o boletim Agro em Dados de setembro, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa).
Na contramão do país
O Brasil bateu recorde de volume e de número de compradores no período: 366,3 mil toneladas para 79 países, os maiores números da série histórica para os sete primeiros meses do ano. O faturamento, porém, não acompanhou. O motivo, segundo o boletim, é que o país vendeu menos couro curtido e preparado, de maior valor, e mais couro em bruto, com pouco processamento.
Em Goiás aconteceu o contrário. O volume exportado de couro curtido e de couro preparado cresceu, enquanto os embarques de couro em bruto tiveram queda considerável em relação ao mesmo período de 2025. Para a Seapa, essa composição reforça a importância do processamento para gerar receita e agregar valor à cadeia.
| Exportação de couro bovino (janeiro a julho de 2026) | Goiás | Brasil |
|---|---|---|
| Volume | 47,2 mil toneladas | 366,3 mil toneladas |
| Destinos | 32 países | 79 países |
| Valor | US$ 78,2 milhões | não informado no boletim |
Carne: a cota da China
As exportações brasileiras e goianas de carne bovina cresceram em valor e em volume no acumulado de janeiro a julho, na comparação com 2025. A China, principal compradora, adquiriu 856,8 mil toneladas no período, o equivalente a 77,9% da cota anual de 1,1 milhão de toneladas estabelecida para o Brasil.
O boletim, fechado em setembro, estimava que o limite seria atingido naquele mesmo mês e alertava que isso poderia mudar o ritmo dos negócios e exigir o redirecionamento de embarques para outros mercados. Acima da cota, a carne brasileira paga tarifa mais alta para entrar no mercado chinês.
Arroba em alta
No mercado interno, o indicador do boi gordo do Cepea fechou agosto com média de R$ 345,92 por arroba, 3,1% acima de julho. Segundo o Cepea, a oferta ajustada de animais prontos para o abate e as exportações aquecidas sustentaram os preços, mesmo com o consumo doméstico moderado. A valorização continuou depois: na segunda-feira (5), o indicador estava em R$ 372,95.
Fonte: Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), boletim Agro em Dados de setembro de 2026 (Bovinos); Cepea/Esalq-USP.



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