Hospital Estadual de Formosa. Foto: Divulgação/IMED (via O Cerradão)
Entre 2019 e 2025, a rede estadual de saúde no Entorno do Distrito Federal recebeu cerca de R$ 1,2 bilhão em investimentos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). O dinheiro foi usado para estadualizar hospitais, concluir obras e abrir novas estruturas, com o objetivo de evitar que moradores da região precisem viajar a Brasília ou Goiânia para fazer cirurgias, exames e internações.
Hoje a rede tem três hospitais, em Águas Lindas, Luziânia e Formosa, e uma policlínica, e atende uma população de cerca de 1,8 milhão de habitantes. Os hospitais somam 280 leitos: 205 clínicos e de enfermaria, 67 de UTI e oito de cuidados intermediários neonatais. Todos têm maternidade.
Unidade por unidade
Águas Lindas: em funcionamento desde 2024, o Hospital Estadual de Águas Lindas (HEAL) é o maior da rede, com 132 leitos e 22 consultórios. São 40 leitos de UTI, divididos em 20 para adultos, dez pediátricos e dez neonatais. Com maternidade e UTI neonatal no mesmo prédio, gestantes e bebês podem ser acompanhados sem sair da região.
Luziânia: o Hospital Estadual de Luziânia (HEL) é referência para quase 900 mil moradores do Entorno Sul, com 61 leitos, sete deles de UTI, e especialidades como ortopedia, traumatologia e cirurgia geral. Neste ano, já fez mais de 21 mil atendimentos no pronto-socorro, 150 mil exames, cerca de 3 mil cirurgias e aproximadamente 900 partos.
Formosa: o Hospital Estadual de Formosa (HEF), que atende também o Nordeste Goiano, tem 87 leitos, 20 de UTI. De janeiro a setembro de 2026, registrou 62.827 atendimentos no pronto-socorro, 5.311 internações, 2.616 cirurgias, 785 partos e 227.272 exames. A unidade tem projeto de expansão, com mais leitos, pronto-socorro geral e estruturas para trauma, pediatria e obstetrícia.
E o Sudoeste?
A regionalização é a mesma estratégia que o Estado adota em outras regiões. No Sudoeste Goiano, a referência estadual de média e alta complexidade é o Hospital Estadual de Jataí Dr. Serafim de Carvalho, que recebe pacientes de municípios vizinhos, ao lado da rede municipal. A SES-GO não informou, no balanço do Entorno, valores para outras regiões.
Os hospitais estaduais são administrados por organizações sociais contratadas pelo governo, que respondem por metas de atendimento fiscalizadas pela secretaria e pelo Tribunal de Contas do Estado.
Fonte: O Cerradão



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