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Goiás já apreendeu mais de 15 mil canetas emagrecedoras irregulares em 2026; produto sem origem pode ter dose errada ou outra substância

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Montagem com duas fotos: um policial retira caixas de medicamentos escondidas na lataria de um veículo e, ao lado, dezenas de embalagens apreendidas no chão

Canetas emagrecedoras apreendidas em fiscalização em rodovia goiana. Foto: PRF/Divulgação

As fiscalizações em Goiás apreenderam mais de 15 mil canetas emagrecedoras irregulares ao longo de 2026. São medicamentos importados ilegalmente, sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para venda no Brasil, que circulam principalmente por rodovias e são vendidos em redes sociais e plataformas digitais.

Uma das apreensões foi feita em junho pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-153, quando os agentes encontraram uma carga transportada de forma irregular. As ações fazem parte do combate ao comércio clandestino de produtos usados para emagrecer e para tratar doenças como o diabetes, cuja procura disparou nos últimos anos.

Por que é perigoso

Sem garantia de origem, composição, transporte e armazenamento, uma caneta clandestina pode ter o princípio ativo em concentração errada, estar falsificada ou conter outra substância diferente da indicada no rótulo. Muitos desses medicamentos precisam ficar refrigerados; guardados de forma inadequada, perdem a estabilidade.

Mesmo os produtos regulares têm efeitos adversos, como náusea, vômito, diarreia, desidratação e complicações gastrointestinais, e podem causar problemas mais graves dependendo da substância, da dose e da saúde do paciente. Usar sem acompanhamento médico aumenta o risco, principalmente para quem tem contraindicações ou toma outros remédios.

Como se proteger

  • use canetas emagrecedoras só com prescrição e acompanhamento médico;
  • compre apenas em farmácias e canais regularizados, com nota fiscal;
  • confira na consulta de produtos do site da Anvisa se o medicamento tem registro no Brasil;
  • desconfie de anúncios em redes sociais, de preço muito abaixo do mercado e de embalagens em língua estrangeira sem tradução;
  • denuncie a venda irregular à Vigilância Sanitária do município ou à Anvisa.

As fiscalizações também buscam impedir que produtos sem garantia sanitária cheguem às farmácias e clínicas. A orientação das autoridades é que, em caso de reação depois do uso de qualquer caneta, o paciente procure atendimento médico e leve a embalagem.

Fonte: O Cerradão

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