Barbeiro da espécie Triatoma infestans, transmissor da doença de Chagas. Foto: CDC/Organização Mundial da Saúde (domínio público), via Wikimedia Commons
Goiás notificou 4.921 casos de doença de Chagas entre 2022 e 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). Em 1.021 deles, a doença foi classificada na forma cardíaca, que compromete o funcionamento do coração. O número anual mais que dobrou de 2024 para 2025.
| Ano | Notificações | Forma cardíaca |
|---|---|---|
| 2022 | 586 | 307 |
| 2023 | 741 | 130 |
| 2024 | 772 | 199 |
| 2025 | 1.692 | 212 |
| 2026 (parcial) | 1.130 | 173 |
A SES-GO explica que os números se referem às notificações por forma clínica e não ao total de pessoas que hoje têm complicações cardíacas por causa da doença.
Barbeiro na cidade
A doença, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e transmitida principalmente pelo inseto barbeiro, sempre foi associada às casas de pau a pique da zona rural. Hoje, o vetor aparece mais perto das residências urbanas, efeito de mudanças no ambiente, como o desmatamento, que tiram o inseto de seu habitat e de suas fontes de alimento. Em Goiânia, a Secretaria Municipal de Saúde identificou 29 barbeiros entre janeiro e setembro de 2026, 45% a mais que em todo o ano de 2025. Em abril, foi confirmado na capital o primeiro barbeiro com infecção natural pelo parasita, o que não significa que tenha havido transmissão a moradores.
Também há transmissão por alimentos contaminados, como o caldo de cana e o açaí mal processados. A infecção pode passar a vida inteira sem sintomas ou atingir o coração, com insuficiência cardíaca e arritmias que às vezes exigem marcapasso, e o sistema digestivo. Muitas vezes, o diagnóstico é descoberto por acaso, em exames de triagem de doação de sangue.
Tratamento e o que fazer
O tratamento com os remédios benznidazol e nifurtimox é oferecido de graça pelo SUS. Quem encontrar um barbeiro em casa não deve esmagá-lo nem tocá-lo com as mãos: a orientação é capturá-lo com luva ou saco plástico, guardá-lo num pote fechado e entregá-lo à vigilância em saúde do município, que faz a análise.
Com informações de: Jornal Opção, com dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.



Projeto de Goiânia que reexamina mortes de mulheres ajudou o Brasil a incluir o feminicídio na classificação de doenças da OMS; casos de “acidente” eram assassinatos28/10/2026
Anvisa proíbe picolé com melatonina e manda recolher suplemento de proteína vendido como apoio a quem usa canetas emagrecedoras; ingredientes não passaram por avaliação de segurança27/10/2026
Calor fora do normal já espalha dengue por metade do país: áreas com epidemia passaram de 110 para 292 em 18 anos, mostra Fiocruz; com chuva e El Niño, alerta vale para Goiás26/10/2026
Outubro Rosa: Luziânia faz trilha ecológica gratuita de 6 km neste sábado, com aferição de pressão e orientação sobre câncer de mama; veja quando fazer a mamografia23/10/2026
Anvisa alerta: ashwagandha, suplemento que viralizou no TikTok para sintomas da menopausa, é proibido no Brasil; agência cita caso de falência do fígado22/10/2026
Goiás investiu R$ 1,2 bilhão na rede de hospitais estaduais do Entorno do DF; três unidades somam 280 leitos e atendem 1,8 milhão de pessoas21/10/2026