Imagem ilustrativa: incubadoras em UTI neonatal. Foto: Manu Dias/Agecom (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons
Goiás fechou 2025 com a menor taxa de mortalidade infantil desde 2009, segundo a série histórica da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). O indicador caiu de 13,13 para 10,94 mortes por mil nascidos vivos, uma redução de 16,7% em um ano.
Em números absolutos, morreram no Estado 1.003 crianças com menos de um ano em 2025, contra 1.096 em 2024, ou 93 óbitos a menos. A queda da taxa é proporcionalmente maior que a do total de mortes porque o cálculo também leva em conta a quantidade de nascimentos em cada ano.
Do pré-natal aos dois anos
A mortalidade infantil reflete a assistência oferecida na gestação, no parto e nos primeiros meses de vida. No período, o Estado ampliou a estrutura voltada a gestantes e bebês. A principal iniciativa é a Rede Nascer, lançada em 2025, que busca integrar o atendimento dos municípios e da rede estadual da gravidez até os dois anos da criança. O programa tem o telefone 155 como canal de acesso, envia informações às gestantes cadastradas e monitora a realização do pré-natal para identificar gestações de risco.
Segundo a SES-GO, o orçamento previsto para a Rede Nascer passou de R$ 33 milhões em 2025 para R$ 50 milhões em 2026, destinados ao cofinanciamento de ações municipais e à estrutura materno-infantil.
Leitos e diagnóstico
Entre os reforços citados estão o Hospital Estadual de Águas Lindas, aberto em junho de 2024 com atendimento obstétrico, pediátrico e UTI neonatal, e o Hospital Estadual da Mulher (Hemu), em Goiânia, com 145 leitos, 29 deles de UTI neonatal. Em 2025, o Hemu passou a integrar um projeto nacional de diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas em recém-nascidos.
Os dados divulgados não permitem atribuir a queda a uma medida específica: a ampliação dos serviços coincidiu com a melhora do indicador, mas a relação de causa não foi medida. Os números são da própria secretaria estadual.
Com informações de: Jornal Opção



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